O governo do Estado garante que irá cumprir a promessa de apoiar o setor agroindustrial durante o segundo mandato de Jaime Lerner. As secretarias da Indústria e Comércio e da Agricultura estão trabalhando em conjunto para atrair empresas âncoras em tecnologia de produção de alimentos e também para apoiar as pequenas e médias agroindústrias já existentes.
Os recursos estão sendo negociados com o Banco do Brasil, através do convênio ‘‘guarda-chuva’’, que vai apoiar com financiamentos os pequenos, médios e até grandes projetos agroindustriais, desde que integrados com produtores para fornecimento de matéria-prima. Ainda não foi fixado o volume de recursos mas as taxas negociadas estão sendo consideradas satisfatórias. Para os pequenos e médios empreendimentos, os financiamentos serão corrigidos pela TJLP mais 6% ao ano, com rebate de 50%, sendo que com as taxas atuais, a correção é calculada em 10% ao ano, aproximadamente.
A intermediação do apoio financeiro às agroindústrias vai depender da política de desenvolvimento regional, que será definida pelos Conselhos Municipais e Regionais, afirma Luiz Gusi, diretor do departamento de Agricultura, da Secretaria da Agricultura. Gusi antecipa que o apoio vai começar pelas indústrias já existentes. Segundo ele, foram pesquisadas cerca de 1.200 agroindústrias no Estado, com capital investido abaixo de R$ 250 mil, que empregam 3.396 funcionários registrados e 3.092 funcionários temporários.
Essas indústrias somam um capital investido de R$ 30,7 milhões, com uma média de R$ 26.410,00 por empresa. Acumulam um capital de giro de R$ 8,54 milhões, que dá uma média de R$ 7.341,00 por empresa. A pesquisa revelou que a maioria dessas agroindústrias opera com capacidade ociosa por falta de matéria-prima, baixa tecnologia, tem dificuldade de acesso ao mercado e de linhas de crédito compatível com a atividade.
Além do apoio na intermediação dos recursos, o governo do Estado pretende criar as condições que impulsionam o crescimento dessas agroindústrias. Gusi afirma que o empresário enquadrado no projeto terá o acompanhamento de um especialista em agroindústria, que vai orientar a correção de rumo em todas as fases de produção, inclusive da apresentação do produto. Atualmente os produtos colocados no mercado pecam porque não dispõem de rótulos, embalagens adequadas e códigos de barras que facilitam a comercialização em grandes lojas de varejo.
Os empresários terão o apoio de um centro de designer que vai orientar na confecção dos rótulos e serão incentivados a direcionar a produção de acordo com a vocação étnica da região. Além disso serão capacitados para melhorar em todos os níveis de produção, a começar pela higiene das instalações até a apresentação e comercialização do produto final.

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