Até meados da década de 60, o Paraná é um Estado predominantemente rural. Quase 70% de seus 6,92 milhões de habitantes vivem no campo. Nessa década, a taxa de ruralidade paranaense fica bem acima da média brasileira (55%), então uma das maiores do mundo. A partir de 1970, a proporção campo x cidade começa a se inverter, até chegar a uma taxa de urbanização de 81,4%, no final da década de 90.
Dois fatores são decisivos para essa urbanização frenética. O primeiro é a política de erradicação dos cafezais –cultura que emprega grande quantidade de mão-de-obra– do Norte, iniciada nos anos 60 pelo governo Ney Braga. O outro é a mecanização do Oeste para o cultivo de soja, a partir dos anos 70.
Ao migrar para as cidades, a população rural se concentra principalmente em grandes centros bem distribuídos no território (Região Metropolitana de Curitiba e Ponta Grossa, ao sul; Londrina e Maringá, ao norte; e Cascavel e Foz do Iguaçu, no oeste-sudoeste). Cidades apontadas como modelo de planejamento urbano, caso em que Maringá é o maior exemplo, começam a inchar. Curitiba e as cidades a ela conurbadas são o maior exemplo da concentração populacional. Entre 1950 e 1980, a população dessa região aumenta de 317,4 mil para 1,44 milhão.
Já antes do auge do processo de urbanização, o Paraná vivia uma época de ousadias arquitetônicas. Em meados da década de 50, o governo de Bento Munhoz da Rocha Netto implanta em Curitiba o Centro Cívico, uma grande praça concentrando prédios dos três poderes estaduais. Foi uma inovação urbanística. Brasília só viria a tomar forma cinco anos depois.

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