O governador Jaime Lerner avaliou, depois que a Renault decidiu se instalar no Paraná, que será mais fácil atrair outras indústrias para o Estado. A estimativa do governo na época foi de que os investimentos de novas empresas dobrariam no Paraná nos próximos anos. Inicialmente a previsão inicial era de conseguir atrair recursos de mais de R$ 2,5 bilhões.
O cálculo de Lerner foi baseado no volume de recursos que serão captados da própria Renault e das fornecedoras que virão com ela. A expectativa é que mais de 200 novas empresas se instalem próximas à fábrica para abastecer a multinacional. A diretoria da Renault confirmou que viriam pelo menos dez indústrias que já trabalham com ela na França.
A expectativa de novos investimentos fez com que a prefeitura de São José dos Pinhais reservasse uma área de 4 milhões de metros quadrados, criando o distrito industrial do município. Todas as empresas que vieram terão os mesmos incentivos tributários e fiscais que foram concedidos à Renault.
Já na época, mostrando confiança, Lerner disse que outras duas indústrias de grande porte deveriam investir no Estado a curto prazo. Mas, assim como fez com a Renault, o governador manteve em sigilo o nome delas, limitando-se a adiantar que o total de recursos chegaria a R$ 700 milhões.
O governo demonstrou interesse também em atrair as outras indústrias automobilísticas que já sinalizavam com a intenção de vir para o Brasil, como as montadoras japonesas Honda, Toyota e Daihatsu, as coreanas Hyundai e Kia, as francesas Peugeot e Citroen e as alemãs BMW, Audi e Mercedes-Benz.

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