Estado admite crise crônica
Para o secretário de Estado da Saúde, Michelle Caputo Neto, o motivo que empurrou a saúde para o buraco seria o descaso de administrações passadas. Ele disse que herdou uma diferença orçamentária de R$ 350 milhões para este ano, porque todo esse dinheiro foi incluído no Orçamento de 2011 como verbas que não são consideradas exclusivas da saúde. A gestão anterior incluiu custos com programas sociais e saneamento, por exemplo, no mínimo legal de 12% do orçamento (pouco mais de R$ 1,2 bi em 2010) destinados à saude.
O desafio, segundo o secretário, é encontrar soluções para que estes gastos sejam retirados da Saúde sem prejuízo. Nesses R$ 350 milhões você tem o Leite das Crianças, que será mantido e ampliado. Temos despesas do serviço de atendimento da saúde do servidor público, que é um sistema fechado. Tem despesas do departamento de saúde, despesas penitenciárias, relacionadas aos hospitais universitários. Todas precisam de apoio, mas não são exclusivas do programa de verbas para a saúde, explicou.
Caputo Neto garantiu que estão sendo tomadas medidas para melhorar os serviços de saúde no Estado. Dentre elas estariam a aprovação de R$ 30 milhões para parcerias com consórcios intermunicipais, 20 milhões para compra de equipamentos e mais R$ 70 milhões para aquisição de medicamentos de alto custo.
Ainda de acordo com o secretário, já foram pagos R$ 23 milhões da dívida herdada de R$ 53 milhões. Pior do que a própria dívida é que temos mais R$ 100 milhões de empenhos não processados, que são produtos, medicamentos, insumos, serviços e obras, que precisariam ter sido feitas ou iniciadas, que não aconteceram, o que compromete também o orçamento desse ano, adiantou. (Vinícius Zanin)





