Para que não ocorra nenhuma fraude, sobretudo eletrônica, durante a realização das provas do vestibular da UEL (Universidade Estadual de Londrina), uma pequena equipe da Cops (Coordenadoria de Processos Seletivos) é responsável por organizar uma verdadeira "operação de guerra" para suprir toda a logística e segurança no concurso. A coordenadora Cristiane Medina diz que, além do 2 mil profissionais envolvidos na aplicação das provas, como agentes, fiscais e monitores, outros 160 seguranças munidos de aparelhos e 150 fiscais com detectores foram espalhados nos 35 locais de prova num total de 361 salas. O campus da UEL, local com maior concentração de candidatos, possui ainda 30 seguranças que andam por toda a extenção da instituição. "Todo esse aparato é necessário para previnirmos e idetificarmos qualquer tentativa de fraude, considerada crime previsto no Código Penal".

No dia da prova, os alunos podem utilizar apenas caneta com tubo tranparente, lápis e borracha. "Celulares, relógios e equipamentos eletrônicos em geral devem ficar desligados, dentro um saco plástico, debaixo da carteira", enumera a coordenadora. Enquanto isso, os seguranças passam pelos corredores e salas em busca de sinais de transmissão, seja de celulares ou rádio, e usam detectores de metais individualmente na entrada dos concorrentes no banheiro no decorrer da prova. Além dos aparelhos, existe a observação visual dos agentes para detectar acessórios com câmeras, como óculos ou caneta. Os documentos também são escaneados por uma aparelho capaz de identificar falsidade. "Se houver qualquer suspeita de fraude, nossos fiscais são orientados a averiguar a situação. No caso de confirmação, o candidato é eliminado da prova e encaminhado à Polícia Civil, que fará os trâmites seguindo a legislação", pontua.

Provas

Todas as questões da prova, de acordo com ela, foram elaboradas por uma equipe de professores que assinaram um termo de sigilo e não tiveram contato com nenhum servidor da instituição neste período. No momento de trabalho, inclusive, esses professores ficaram isolados do restante do setor e não puderamm usar nenhum tipo de aparelho de comunicação externa. "A equipe de mais de cem professores está trabalhando neste concurso desde abril. As questões devem sempre ser todas inéditas e seguir um mesmo tema, que é definido por eles". Após a elaboração das questões, a prova passou por três revisores para, então, ser impressa numa gráfica dentro da própria instituição. "Apenas dois servidores têm contato com os cadernos que ficam em um cofre antes de irem para o local de provas". Na manhã da prova, os cadernos seguiram num carro para as salas de várias escolas e instituições de Londrina, acompanhados de seguranças e agentes.

Mais informações na edição impressa desta segunda-feira (30) da Folha de Londrina.

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