A mais de 560 km/h, sete pilotos da Esquadrilha da Fumaça realizaram mais um show de pura habilidade na 52ª edição da ExpoLondrina. Mesmo com o tempo nublado, em cerca de 40 minutos eles realizaram dezenas de formações áreas, rasantes, loopings e outras acrobacias de alto grau de dificuldade a bordo dos aviões T-27, fabricados pela Embraer. Porém, a manobra do coração feito de fumaça – tradicional no encerramento dos shows da Esquadrilha – não pode ser executado devido às nuvens pesadas em torno do Parque de Exposições Ney Braga, que ocasionaram turbulências em alguns momentos do voo.

O público mais uma vez lotou a pista central Omar Mazzei Guimarães e ficou encantado com o que viu. Entre as manobras, a que mais arrancou aplausos do pessoal foi a "folha seca seguida de parafuso", na qual um dos aviões fica completamente fora de controle e vai caindo até que é novamente ligado. "É primeira vez que assisto a Esquadrilha e estou impressionado. Ficará gravado na memória para sempre", relatou o professor Reginaldo Fidelis, que estava com seu filho Pietro, de três anos. "Ele está encantado, certamente vou trazê-lo novamente nos próximos anos".

Já o funcionário público Claudemir Catae estava com o filho Gabriel, de seis anos. Ele disse que já assistiu várias vezes o espetáculo e que, desta vez, a prioridade era que o garoto acompanhasse o show. "Meu pai me trazia para assistir quando eu era pequeno e até hoje me divirto com eles. O Gabriel está empolgado, curtindo bastante", relatou.

Há mais de trinta anos a Esquadrilha da Fumaça se apresenta na ExpoLondrina. Este ano, a companhia completa seis décadas de existência. O capitão Álvaro Escobar Veríssimo, um dos 13 pilotos do grupo, disse que o principal objetivo da Esquadrilha "é valorizar a Força Aérea Brasileira". No dia 13 de maio, em comemoração ao aniversário do grupo, eles tentarão bater o recorde mundial de aeronaves de cabeça para baixo, em Pirassununga, interior de São Paulo. "Já detemos o recorde de 12 aeronaves e agora vamos bater novamente o recorde mundial com 13. Treinamos exaustivamente para que tudo saia impecável nas apresentações", disse o capitão Escobar.

Salva de tiros

Além da apresentação da Esquadrilha, o público também pode conferir de perto uma salva de tiros realizada pelo 26º Grupo de Artilharia de Campanha do Exército Brasileiro, instalada em Guarapuava, em comemoração a 52ª edição da ExpoLondrina. Os 15 tiros de festim foram disparados de um canhão alemão Krupp, comprado pelo Exército em 1938, durante a Segunda Guerra Mundial, e que foi utilizado em diversos combates na Europa. Atualmente, o equipamento é utilizado apenas em cerimônias e comemorações.

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