Cansada da rotina de exercícios em academias, a psicóloga Cristiane de Almeida Mitsi, 26 anos, buscou uma atividade diferente, com o intuito de unir suor e adrenalina. Com a companhia de amigos, passou a integrar um grupo que não pára de crescer em Londrina e região: os praticantes de esportes de aventura. ''Sempre gostei de adrenalina, mas nunca tinha tido oportunidade'', revela Cristiane, que hoje pratica rapel e arvorismo semanalmente.
Com o crescimento dos esportes de aventura na cidade, o setor de turismo da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel) passou a investir em um projeto ambicioso: profissionalizar e incentivar o investimento da iniciativa privada, com objetivo de atrair mais praticantes e turistas, que atualmente visitam Londrina para participar de eventos, como congressos e convenções.
''Cada pequeno empresário do ramo é uma tribo. Estamos juntando as tribos para definir uma proposta de política de turismo em áreas naturais'', sintetiza Newton Eskelsen Felício, diretor de turismo da Codel. A companhia publicou a segunda edição do Guia de Esportes de Aventura no início do ano. O material está sendo distribuído em pontos estratégicos, como o aeroporto e o terminal rodoviário.
Adriano Alves Pereira é um dos pequenos empresários do ramo em Londrina. Ele estima que a cidade deve ter cerca de 500 praticantes das diversas modalidades. ''Os mais procurados são o trekking e o mountain bike. Mas o arvorismo tem a vantagem de ser feito o ano todo. Já o rafting precisa de clima favorável'', avalia.
O preço de cada modalidade varia entre R$ 30 e R$ 40 por praticante. Segundo Pereira, o público é eclético e fiel ao esporte. ''A pessoa se livra do estresse. Trabalhamos muito com a emoção e com o desejo. O cara sai totalmente da rotina. Após a pessoa ir e sentir a emoção, fica adepta e não larga mais'', destaca. A constatação de Adriano Pereira é confirmada pela psicóloga Cristiane Mitsi. Após tentar rapel e arvorismo, ela se prepara para experimentar o trekking. ''Uma das vantagens é fazer o exercício sem a rotina da academia'', observa.
De acordo com o Guia de Esportes de Aventura, pelo menos seis empresas atuam no ramo em Londrina. Newton Felício destaca que a cidade tem cenários perfeitos para a prática das mais variadas modalidades: rapel, arvorismo, trekking, ciclismo, canoagem, rafting, escalada, vôo livre, entre outras.
Para fortalecer o turismo e os esportes de aventura, a Codel está tentando fortalecer o Conselho Municipal de Turismo. A iniciativa depende da criação de um Fundo de Turismo, o que deve ocorrer, de acordo com a expectativa de Felício, no próximo ano.

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