Sérgio Tocchio justifica a política de implantação de parques na capital: ''Ganhamos em rapidez na hora de ocupar esses locais. Hoje, as tendências numa cidade mudam muito. Com uma postura como a nossa, de propiciar a combinação do ser humano com a natureza, há uma rapidez para implantar os parques. Os projetos são simples, não exigem grandes investimentos''.
''Quando a cidade cresce muito, se o poder público não age rápido, os espaços acabam sendo ocupados, utilizados de outras formas. Criam-se situações irremediáveis, em que apenas demandas pontuais são atendidas. O projeto de Curitiba, que tem mais de 30 anos, foi criar faixas de preservação em torno de rios. O Parque Barigui foi um dos primeiros. Era uma área de banhado, um alagado, onde na década de 1970 já havia uma ocupação. E havia a necessidade de controlar a vazão do rio. Fizemos um lago, um tratamento paisagístico, e a pista de caminhada acabou atraindo a população'', lembra Tocchio.
O diretor afirma que a estrutura, por ser simples, comporta mudanças que não afetam a essência do parque. ''É necessário que os equipamentos possam ser substituídos de acordo com a demanda. Você tem que estar preparado para se adaptar sem ter que fazer grandes investimentos. O último caso no Barigui foi uma mudança nas canchas. Tínhamos duas canchas de futebol de areia, aí surgiu essa moda da peteca. Foi fácil adaptar as canchas para três canchas de peteca'', explica. (F.G.)

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