Espaço compartilhado
Desde que se entende por gente, o contabilista José Godoy Jr., de 23 anos, vai a salões de beleza quando precisa cortar o cabelo. Diferente dos ''machos clássicos'', ele não vê problema em compartilhar o espaço, a tesoura, o pente e o secador com as mulheres. ''Para mim é até melhor que o salão seja misto. Acho que os profissionais dos salões são mais especializados (que os das barbearias)'', enfatiza.
O rapaz frequenta há quatro anos o Stylo Hair, no Batel, onde o cabeleireiro Nilton Lima aplica as técnicas do ofício que aprendeu com o pai em Jaguapitã (Norte do Paraná). ''Meu pai era dono da barbearia Avanti, foi com ele que aprendi a afiar navalha. Ele era avançado para a época, foi o primeiro a implantar o sistema de lavagem de cabelo no salão. Até então, os rapazes não faziam isso. Só as mulheres lavavam o cabelo nos institutos de beleza'', recorda.
Com 23 anos de experiência na profissão, Lima observou de perto as mudanças de comportamento da clientela masculina. ''Hoje os homens fazem sobrancelha, se submetem à depilação. Aqui muitos pedem também coloração localizada nos cabelos'', ressalta.
Diferenças de gênero à parte, o segmento de beleza é um dos que mais crescem na Grande Curitiba. Segundo o Sindicato dos Institutos de Beleza, Salões de Cabeleireiros e Centros de Estética de Curitiba e Região Metropolitana (Sincaces), há 10 mil estabelecimentos na capital e outros dois mil na região metropolitana, que empregam cerca de 60 mil pessoas. Entre 2006 e 2007, o crescimento do setor na capital chegou a 30%. (L.X.)





