Para quem não tem costume de beber vinho, fazer a escolha errada pode fazer com que a iniciação nesse universo não seja tão agradável. Para os iniciantes, a sommelière Gisele Bispo indica vinhos mais leves, como o Pinot Noir (Novo Mundo) Beaujolais, Dolcetto, Valpolicella e o Bardolino, por exemplo. ''A pessoa vai ter mais facilidade para depois tomar um vinho que tem um pouquinho mais de corpo, como o Cabernet Sauvignon, o Syrah, e não acontecer esse choque de experimentar, achar ruim e não querer tomar nunca mais'', brinca.
O preço também é fator importante na hora de entrar no grupo dos amantes do vinho. Comprar vinhos caros logo de cara não vai garantir que esse momento seja especial. ''A dica é começar por vinhos mais baratos mesmo, de R$ 20,00, R$ 30,00, porque os vinhos mais caros são mais complexos. O aprendizado acontece conforme você vai degustando'', ensina.
Seguir dicas de amigos e mesmo de especialistas também pode não ser tão seguro quanto parece. ''Tem que tomar muito cuidado com a questão da crítica, porque é um gosto pessoal. Você tem que considerar o seu gosto.''
E, ao chegar em casa com as compras, onde guardar? ''Se forem vinhos jovens não tem problema guardar na geladeira. Na hora de consumir é que tem um probleminha'', lembra a sommelière. ''O aconselhável é tirar o vinho de lá, abrir, e esperar mais ou menos uma hora que aí vai estar na temperatura ideal para tomar'', observa.
Depois de aberto, o recomendado é tomar a garrafa inteira. Para quem quer beber aos poucos, a dica é utilizar um aparelho chamado vacovam, ou salva-vinhos, que tira o ar de dentro da garrafa e mantém o aroma da bebida por mais tempo. Depois, é só guardar a garrafa na geladeira. Mas deve-se lembrar que depois de aberto, o tempo de vida é curto: dura de quatro a cinco dias. ''A taça que você tomar não vai ter o mesmo sabor da primeira que você tomou quando abriu'', alerta Gisele. (M.F.C.)

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