Umuarama – Devido a solicitações de diretores da escolas e colégios do município de Umuarama para que a Guarda Municipal faça policiamento mais ostensivo dentro dos estabelecimentos de ensino, o prefeito Fernando Scanavaca decidiu convocar uma reunião para discutir o assunto no último dia 26. Uma campanha será deflagrada em abril para garantir maior segurança neses locais.
A solicitação de maior efetivo nas escolas, principalmente à noite, foi praticamente descartada tanto pela Polícia Militar quanto pelo prefeito, em razão do pequeno número de policiais. Scanavaca disse que só haverá segurança ‘‘quando a comunidade acreditar no trabalho da polícia e denunciar atos que venham contra a ordem pública. Quando a comunidade se envolve e perde o medo de denunciar, é possível acabar com a violência’’, disse.
A mesma opinião tem o promotor Marcos Antonio de Souza, que disse acreditar nos projetos que aproximam pais de alunos da escola. O delegado de polícia e o capitão da Polícia Militar foram mais enfáticos. Eles cobram também dos diretores maior atuação no sentido de denunciar os infratores que estão no portão e dentro dos estabelecimentos de ensino, para facilitar o trabalho da polícia.
‘‘É preciso integrar servidores e educadores, tratar das causas e não dos efeitos’’, observou o comandante da 2ª Cia do 7º BPM, Capitão Fernando Farias de Lara. Segundo eles, o trabalho da polícia seria facilitado se houvesse organização nos estabelecimentos de ensino, como a exigência de uniformes escolares para identificar quem realmente é aluno, fiscalizar a entrada e saída dos estudantes, passar a fazer um diagnóstico interno para identificar os problemas e buscar soluções conjuntas, além de denunciar pessoas reconhecidamente infratoras para que possa haver uma efetiva intervenção policial.
‘‘Indisciplina é problema da escola, ato infracional é de responsabilidade da polícia, conselho e promotoria’’, explicou Marcos Antonio de Souza, enfatizando que os diretores deveriam criar um canal de ligação com os setores de segurança para resolver os problemas existentes hoje nas escolas.
Quanto à Guarda Municipal, João Batista garantiu que o patrulhamento será mantido. ‘‘A presença de nossos guardas inibe muitas vezes a ação dos marginais, mas nossa verdadeira função é proteger o patrimônio público e evitar aglomeração na porta das escolas, o que vem garantindo de certa forma, um pouco de tranquilidade’’, disse.
Uma primeira ação será a realização de uma campanha de melhoria da segurança nas escolas. A idéia, sugerida pela diretora do colégio estadual Isa Mesquita, e acatada pela maioria, envolve a participação das polícias, prefeitura, Núcleo Regional de Educação e, escolas. A campanha irá orientar sobre direitos e deveres de alunos, pais e professores, incluindo dicas de como agir, por exemplo, quando for observada a ação marginal nas proximidades e dentro dos estabelecimentos de ensino. ‘‘Primeiro as escolas irão elaborar um diagnóstico de sua situação que servirá de base para direcionar a ação policial’’, disse o capitão Lara. A campanha começa após o feriado da Semana Santa e Páscoa.
Participaram do encontro, também, o diretor da Guarda Municipal, João Batista; o promotor de Justiça da Vara de Infância e Juventude, Marcos Antonio de Souza; o delegado chefe da 7ª SDP, Marcolino Aparecido da Costa; o diretor do Serviço de Atendimento Social – SAS, Valdir Colli; e membros do Conselho Comunitário de Segurança.

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