Curitiba- As escolas municipais não contam com cantinas comerciais dentro dos estabelecimentos e a merenda oferecida é baseada num cardápio balanceado, que segue regras nacionais. Isso contribui para a educação alimentar dos alunos, segundo argumenta a nutricionista gerente de alimentação da Secretaria de Educação de Curitiba, Sirlei Valaski. ‘‘Nossa meta é orientar pais e professores para que ensinem os estudantes a optarem por uma alimentação saudável’’, revela. A nutricionista salienta que é mais fácil criar hábitos saudáveis de alimentação na infância. ‘‘Quando a criança chega na adolescência obesa, o tratamento é mais difícil’’, diz.
Já nas escolas estaduais, a legislação deve mudar os hábitos dos estudantes e também movimentar o comércio clandestino das guloseimas. A Secretaria Estadual de Educação, no entanto, informa que não tem como fiscalizar essa proibição, mas conta com o apoio dos pais e dos administradores das cantinas para colocar a lei em prática. ‘‘A secretaria não tem o poder da polícia, não pune nem fiscaliza, mas o Estado pode ter essa atribuição’’, salienta a chefe do Departamento de Infra-Estrutura da Secretaria de Estado da Educação Ana Lúcia de Albuquerque Schulhan.
Ela admite que a legislação tem pontos que precisam ser esclarecidos, como o que diz respeito a fiscalização das escolas, uma comissão formada por membros da Secretaria Estadual de Educação vai se reunir ainda este mês e deve ter um parecer válido para todas as escolas estaduais e particulares a partir de março.
A legislação em vigor abrange também as escolas particulares. Algumas já estavam tentando se adaptar à lei desde o ano passado, abolindo o comércio de frituras e salgadinhos industrializados. Nas Escolas Positivo, por exemplo, as cantinas oferecem saladas de frutas, frutas sazonais e sanduíches naturais. A escola oferece ainda a opção da criança receber um lanche elaborado por nutricionistas da escola, por um preço adicional ao custo da mensalidade.(K.M.P.)

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