''Era um campo de batalha'', disse bombeiro
Era um cenário de pesadelo: gente envolta em chamas, saltando aterrorizada do alto das torres gêmeas momentos antes da queda dos edifícios do World Trade Center. ''Todo mundo gritava, chorava, corria, policiais, bombeiros, todo mundo'', disse Mike Smith, chefe dos bombeiros. ''Dois bombeiros me seguraram e me arrastaram pela rua. Era como um campo de batalha, com muitos feridos.''
Este era o horror em Nova York após um aparente ataque terrorista. ''Acabo de ver como caiu o edifício no qual trabalho'', disse o empresário Gabriel Ioan, em estado de choque nas imediações da sede da municipalidade. As torres gêmeas às suas costas estavam envoltas en fumaça e cinzas.
Uma multidão brigava por um telefone público na tentativa de ligar para os parentes.
Pó e cinzas voavam por toda parte. Em alguns lugares, a crosta de cinzas superava os 10 centímetros. Pessoas enjoadas, aterrorizadas andavam a esmo pelas ruas. ''Vi gente saltar pelas janelas'', disse uma mulher. ''Tentavam salvar-se de qualquer maneira.''
''Eu estava no World Trade Center, olhando pela janela'', disse uma mulher. ''Vi o primeiro avião e 15 minutos depois vi o outro espatifar-se'' contra as torres gêmeas.
O jornalista da AP Dunstan Prial descreveu um ruído extranho de sucção das torres logo após a queda da primeira. ''As janelas explodiam. As pessoas gritavam e buscavam refúgio. Andavam como fantasmas, cobertos de terra, chorando...''.
Os trabalhadores que se dirigiam a Manhattan ficaram impedidos ao se fecharem os túneis de acesso à ilha. Muitos saíram de seus carros na rampa de acesso para contemplarem, incrédulos, a nuvem de fumaça que saía dos andares mais altos das duas torres.
Nas ruas de Manhattan se formavam corredores nas ruas para olhar os televisores nas vitrines das lojas e de estúdios de televisão.





