De Curitiba - Especial para a Folha
Dados do Ministério da Saúde indicam que 35% dos estabelecimentos hospitalares e médicos do País não possuem um sistema eficiente de processamento de lixo. Em geral, esses estabelecimentos acabam misturando materiais contaminados pela manipulação de sangue e líquidos de exames com o lixo de escritório. ‘‘Essa situação acaba prejudicando os aterros sanitários e aumentando os gastos para eliminação do material contaminado’’, afirma Adalberto Perez, diretor da Tecmaes – Tecnologia de Máquinas Especiais, de Ourinhos (SP).
Perez conta que esse grande volume de material hospitalar ainda agride o meio ambiente e, principalmente, pode causar doenças em quem o manuseia sem cuidados. Pensando nessa situação, ele conta que a Tecmaes desenvolveu um equipamento que permite eliminar o material pérfuro-cortante contaminado sem causar dano ao meio ambiente e a quem o manipula.
‘‘O Medical Jet transforma esses materiais contaminados em um bloco compacto e descontaminado, que possibilita ao usuário jogá-lo, sem qualquer problema, no lixo comum’’, garante Adalberto Perez. O diretor da Tecmaes explica que outra vantagem do Medical Jet é possibilitar a redução do material em até cinco vezes o seu volume, diminuindo os espaços para armanezamento.
Dentro do cilindro, agulhas, lâminas e outros produtos são superaquecidos, até que se fundem em uma única estrutura. Esse material fica envolto em um plástico fundido, que reveste as pontas, por exemplo, de agulhas. ‘‘Todo esse processo é feito sem a emissão de gases tóxicos ou substâncias que possam prejudicar o ambiente’’, acrescenta Perez. Isso acontece porque o produto segue o parâmetro estabelecido pela ISO 14001 – o certificado que estabelece as regras específicas de gestão ambiental.
Para maior eficiência do Medical Jet, Perez aconselha que seja feita também a coleta seletiva do lixo. ‘‘Com isso, o volume de material a ser processado é menor, otimizando o uso do equipamento.’’

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