Seja para passeio, trabalho de campo ou competições de corrida e salto, a equinocultura tem se destacado no setor do agronegócio e gerado bons resultados para quem investe no segmento. Diferente de outras cadeias produtivas, a equinocultura não enfrenta problemas climáticos nem de mercado. O setor, segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), movimenta por ano no Brasil R$ 7,3 bilhões somente com a produção de cavalos. Além disso, o segmento gera em torno de 3,2 milhões de empregos diretos e indiretos em todo o País.

Com o objetivo de mostrar o potencial da equinocultura para o Paraná e como já é tradição, a ExpoLondrina 2015 reúne nos 10 dias de evento cerca de 1,3 mil cavalos das principais raças que compõem o mercado brasileiro. José Henrique Cavicchioli, diretor de equinocultura da Sociedade Rural do Paraná (SRP), afirma que setor está aquecido, principalmente para animais voltados para a prática de esportes, como o hipismo, campeonatos de tambor e corrida.

Cavicchioli observa que a compra e venda de cavalos para cria e recria é um dos mercados mais atraentes da equinocultura. Henrique Salvador, criador da raça Campolina, afirma que o mercado de cavalos tem se mostrado muito aquecido, principalmente nas regiões Sudeste e Nordeste do Brasil. O investimento, afirma Salvador, é alto. Em média, um animal para cavalgada da raça Campolina gira em torno de R$ 15 mil. Uma boa matriz R$ 30 mil e um potro promissor, aquele que poderá ser futuramente um reprodutor, R$ 50 mil.

O criador trouxe para exposição 11 animais, sendo nove éguas e dois cavalos. O haras de Salvador, localizado em Belo Horizonte (MG), é um dos pioneiros a trabalhar com transferência genética. O objetivo da vinda dos animais a Londrina é participar dos julgamentos, já que um animal bem avaliado pode ter um melhor valor de mercado.

Imagem ilustrativa da imagem Equinocultura em destaque
| Foto: Lis Sayuri


LEILÕES E JULGAMENTOS

José Henrique Cavicchioli aponta que nesta edição serão leiloados cerca de 220 animais. Mas a grande expectativa da ExpoLondrina deste ano são os julgamentos. Ao todo, desde o primeiro dia da feira, devem ser realizados mais de 30 eventos de exposição e julgamento. "A grande novidade nesta edição serão as apresentações de 21 animais de tração", salienta Cavicchioli.

Guilherme Zagnoli, um dos jurados da raça Campolina, afirma que nos julgamentos estão presentes animais provenientes de todo do País. "Durante a avaliação, verificamos o porte dos animais, a comodidade, o estilo e a regularidade dos animais", explica Zagnoli. Ele acrescenta que os julgamentos podem agregar mais valor aos animais.

Neste ano, será escolhido durante a ExpoLondrina 2015 o campeão brasileiro da raça. No ano passado, o campeonato foi realizado em Macaé (RJ). De acordo com a organização do evento, é a primeira vez que o Paraná irá receber a Exposição Brasileira de Cavalo Campolina Marchador, realizada pela Associação dos Criadores de Cavalo Campolina.

Para o evento, que termina amanhã, são esperados cerca de 200 animais provenientes de criatórios de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Pernambuco. A exposição brasileira é itinerante, considerada o segundo evento mais importante da raça, ficando atrás apenas da Exposição Nacional, que acontece todos os anos na capital de Minas Gerais.

Neste sábado, ocorrem a exposição do cavalo Mangalarga, campeonato Paranaense de Quarto de Milha, julgamento do Cavalo Campolina, entre outros eventos equestres que se realizam ao longo do dia.

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