Em outras instituições as ações das APMFs não são diferentes. Na Escola Estadual Tiradentes, no Centro de Curitiba, a Associação de Pais, Mestres e Funcionários tem como prioridade trabalhar junto à escola em prol dos alunos, trazendo facilidades no ensino e melhorando o desenvolvimento do aluno. Fátima Taha é a diretora financeira da APMF da Escola Tiradentes há 17 anos. Também trabalha voluntariamente. Os quatro filhos dela já passaram por lá. ''O envolvimento dos pais é muito importante. O dinheiro que temos ajuda, mas não é o suficiente. Também contamos com doações de empresas'', conta Fátima.
A verba utilizada pela associação varia entre R$ 8 mil e R$ 10 mil por ano, incluindo o dinheiro enviado pelo governo Federal. Para engordar a conta e conseguir realizar mais ações na escola a APMF vende uniformes, realiza rifas e sorteios e toma conta da cantina. Sete computadores e uma máquina de xerox foram adquiridas com esta verba.
A escola Tiradentes tem 800 alunos e 10 pessoas integram a Associação de Pais, Mestres e Funcionários. ''A gente batalha muito para que os pais participem, mas nem sempre conseguimos. Eles dizem que não têm tempo pois trabalham, mas a maioria não quer se envolver nem ter compromisso. Isso é uma dificuldade, pois temos que trabalhar com a comunidade. Quando os pais entenderem que a presença deles é importante vamos atingir o objetivo, inclusive para melhorar o ensino'', revela Fátima.
A vice-diretora da escola, Regina Maria Foltran Scucato, conta que a participação da APMF é importante para o desenvolvimento dos alunos. ''A Fátima está aqui todos os dias. Ela tem amor pelo trabalho que desenvolve. A direção não estaria completa sem o auxílio da Fátima'', revela Regina. A vice-diretora ainda diz que a presidente da associação corre atrás de tudo que o colégio necessita. Recentemente novos computadores e uma máquina de xerox foram adquiridas com verda da APMF.
A Associação do Colégio Estadual Professor Brasílio Vicente de Castro, localizado na Cidade Industrial, se reúne com frequência para tratar de assuntos específicos. Segundo o presidente da APMF, Iranei Fernandes, as últimas reuniões foram feitas para avaliar áreas muito escuras do colégio e para delimitar o local onde será construído o ginásio. As últimas benfeitorias foram a criação de um bicicletário e a reforma do portão de entrada para melhorar o acesso.
A taxa anual cobrada pela APMF é de R$ 25. Apenas 10 pais comparecem nas reuniões realizadas pela APMF. Ao todo o colégio possui 2 mil alunos. ''Temos dificuldade em interagir com os pais. Mas a participação deles é importante para haver maior diálogo entre nós'', reclama Fernandes. (D.C.)

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