Ao aceitar o convite para trabalhar na UEL, Acely estava motivada pelo ideal de seu tio Zaqueu de Melo, que havia criado o primeiro curso superior da cidade e tinha por objetivo maior a universidade.
  Aos 40 anos da UEL, Acely vê a Universidade que nasceu moderna, a primeira a ser reconhecida dentro da reforma do ensino, modelo para outras. Mas a gratuidade foi uma ‘‘questão de politi-cagem’’. Lembra que ‘‘as mensalidades eram pequenas, não iam matar ninguém’’, e não se exigiu a contrapartida de custeio do Estado, para compensar o montante que os alunos deixaram de pagar. Ela defende, pelo menos, o ensino parcialmente pago. Far-se-ia a ‘‘triagem social’’ e os impossibilitados de pagar receberiam bolsas. ‘‘Seria o trabalho social da universidade acima de qualquer crítica’’, resume.
  Para Acely, a autarquização da Universidade ‘‘não interferiu tanto’’ e o que ‘‘estragou foi a eleição de reitor’’, pela entrada da política dos sindicatos, daí ‘‘os conluios nos últimos tempos’’. Entretanto, ela mantém o entusiasmo, mencionando os cursos de especialização, que ‘‘são ótimos e pagos, mas que custam pouco aos professores’’. E a UEL, bem-estruturada, ‘‘só tende a crescer, e está crescendo’’. (W.S.)

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