Entidade cobra responsabilidade
''Se eles não estão respeitando, vão ter que respeitar'', afirma o presidente da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (Apre), Roberto Gava, sobre os fazendeiros que cultivam pinus na região do Vale do Ribeira, que não estariam obedecendo o código florestal e plantando árvores em áreas irregulares, como fundo de vale e topo de morro.
Gava garante que a entidade tem sido ''até agressiva'', com os produtores que não se enquadram na legislação. ''É um trabalho de conscientização, o sujeito tem que entender que ele também faz parte da biodiversidade'', diz.
Segundo ele, a produção florestal da região tem três destinos principais: o setor de móveis, de chapas (painéis) e produção de madeira para a construção civil. São 860 mil hectares plantados no Estado, onde o eucalipto representa 20% e o pinus 80%.
A silvicultura ocupa 4% do território paranaense e garante o terceiro lugar na produção do agronegócio. Segundo o dirigente, a soja lidera esse ranking, mas utiliza para isso uma área cinco vezes maior (20%). Apenas Minas Gerais supera o Paraná no setor florestal, isso se deve à grande demanda de carvão vegetal pelas empresas siderúrgicas. (A.A.)





