Ensino e pesquisa do futuro
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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
Nelson Bortolin<br> Reportagem Local 
Quando completar 100 anos, Londrina terá se consolidado como polo de ensino superior, pesquisa e tecnologia. Para isso, contará com a ajuda de instituições, entre as quais, as quarentonas Universidade Estadual de Londrina (UEL) e Embrapa Soja, e a jovem Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).
Três anos antes de a cidade chegar ao seu primeiro centenário, a UEL terá comemorado 60 anos. Algumas características marcarão a universidade do futuro. Ela terá uma relação mais estreita com a sociedade, será mais globalizada, ampliará seu foco nas áreas de saúde e ciências agrárias, e vai avançar muito em ensino a distância.
A UEL, é claro, também pensa em ampliar seu tamanho. Hoje, são 18.500 alunos, 1.680 professores e 3.800 funcionários, com um orçamento de R$ 580 milhões por ano. Mas a crise atual, com o corte de repasses feito pelo governo do Estado, revela a distância entre o que se planeja e o que será possível.
"Atualmente, temos 54 cursos de graduação (66 habilitações). E, em 20 anos, esperamos que outros 20 estejam implantados", afirma a reitora Berenice Jordão,
Seis novas graduações estão formatadas e aprovadas internamente: biotecnologia, relações internacionais, nutrição e as engenharias mecânica, de produção e eletrônica. Mas o governo não dá sinais de que pretende autorizá-las.
"A tendência é a criação de cursos voltados à vocação econômica da região, ou seja, às ciências agrárias e à saúde", afirma. Além dos já definidos pela universidade, outro que poderá ser criado é o de engenharia médica. Em ambas as áreas, ganharão espaço os cursos tecnológicos.
Na visão da reitora, a UEL de 2034 será bem mais articulada com a sociedade do que é hoje. "Atualmente, há uma boa articulação em várias áreas, mas a universidade ainda é pouco demandada pela sociedade. Produzimos muitos conhecimentos aqui dentro que poderiam ser aplicados no desenvolvimento da região e ainda não são plenamente", reconhece.
A reitora conta que a instituição tem "forte vocação" extensionista, com projetos sociais em toda a periferia da cidade. Por outro lado, na visão dela, o setor produtivo da região "explorou menos" a UEL do que poderia e a universidade produziu menos conhecimento com aplicabilidade para a produção local do que poderia. Uma forma de estreitar a relação da universidade com o setor produtivo é por meio da Agência de Inovação Tecnológica da UEL (Aintec). "Mais docentes têm procurado a agência de inovação para criar pequenas empresas voltadas à produção de um bem, de um produto", declara.
Outra característica que marcará a UEL do futuro é a internacionalização. "Seremos uma universidade aberta tanto para receber estudantes estrangeiros quanto para encaminhar os nossos para o exterior", avisa. A autonomia da instituição também está nos sonhos da reitora. "A Universidade que eu imagino é uma instituição ainda mais reconhecida pela qualidade, e que esteja exercitando toda e plenamente a autonomia que lhe foi garantida."


