Careca convicto, o engenheiro curitibano Daniel Pioli Torres, 24 anos, radicalizou seu visual muito antes da moda entrar em campo. ‘‘Não sei como começou a brincadeira dentro da Seleção, mas acho que é um modismo como qualquer outro, que não vai durar muito’’,afirma. Torres conta que seu caso é diferente: ter se tornado careca não foi uma atitude forçada e nem influenciada por ninguém, por isso acredita que seu visual sobreviva ao modismo passageiro.
‘‘Apesar de não ter sido influenciado, sinto que eu já influenciei várias pessoas’’, admite. Dono da sua própria máquina, adquirida por R$ 20,00 (ou o preço de duas idas ao barbeiro), Torres conta que já raspou o cabelo de pelo menos mais dois amigos. ‘‘Ele é careca e quer que todo mundo seja’’, denuncia um deles.
Tudo começou na época em que treinava Jiu-Jitsu, lembra o engenheiro. ‘‘Dentro deste esporte é quase que uma convenção raspar a cabeça’’, conta. ‘‘Depois acabei gostando, achei muito mais prático e aderi definitivamente’’.
Apesar das conveniências, Torres não pensa duas vezes para citar alguns pontos desfavoráveis na vida de um careca. ‘‘Sinto que as pessoas me olham diferente, mas não me importo’’, diz. ‘‘Em algumas reuniões da empresa o pessoal não me leva à sério’’, afirma. Além disto, o careca ainda ouve frequentes reclamações caseiras: ‘‘minha mãe odeia e até hoje me pergunta por que eu faço isto com o meu cabelo’’.

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