Engenharia é a bola da vez
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segunda-feira, 05 de setembro de 2011
Paula Barbosa Ocanha <br> Reportagem Local 
Em faculdades estaduais e federais, tradicionalmente, os cursos na área da saúde ainda são os mais procurados. Medicina, Odontologia Enfermagem geralmente registram altos índices de concorrência e tendem a apavorar os jovens que buscam uma vaga nas universidades. O censo da educação superior de 2009, divulgado no início deste ano pelo Ministério da Educação (MEC), porém, mostra que os cursos de Administração, Pedagogia, Direito e Engenharia concentram mais da metade das matrículas feitas em faculdades públicas e particulares de todo o País.
A área de Engenharia é a que registra maior percentual de crescimento. Segundo dados do MEC analisados pela Hoper Educação, a procura aumentou 33% entre 2007 e 2009. Nas quatro instituições ouvidas pela FOLHA - Universidade Estadual de Londrina (UEL), Universidade Norte do Paraná (Unopar), (Centro Universitário Filadélfia (UniFil) e Universidade Estadual de Maringá (UEM) -, pelo menos uma modalidade de engenharia está entre os cinco cursos mais concorridos.
A coordenadora de Planejamento e Desenvolvimento Institucional da Unifil, Daniele Akamine, destaca o mercado imobiliário aquecido e as oportunidades imediatas de emprego entre os fatores que fazem o curso de Engenharia civil da instituição crescer. ''Este curso (na Unifil) tem dois anos, e desde o primeiro vestibular fechamos turmas. Isso demonstra o interesse dos estudantes na carreira'', observa.
Elaine Mateus, titular da Coordenadoria de Processos Seletivos (Cops) da UEL, considera que os cursos tradicionais, como Medicina, Direito e Administração, ainda têm espaço e muita procura, ''mas a possibilidade de se formar em uma área onde o número de profissionais ainda é escasso se comparado à demanda de trabalho'' está atraindo cada vez mais os estudantes. ''Na UEL, a procura pela Engenharia Civil cresceu gradativamente. Em 2008 tínhamos 528 inscritos no vestibular, e em 2011 o número cresceu para 1.027''.
Na UEM, a opção pelo curso no vestibular de inverno 2011 fez com que a Engenharia ficasse entre os quatro cursos mais concorridos. ''Isso não é comum, mas existe uma demanda motivada pela situação econômica que vive o País. Na UEM, entre os 11 primeiros cursos, temos três tipos de engenharia: Civil, Mecânica e Química'', explica o presidente da Comissão Permanente de Vestibular da UEM, Emerson Arnauld Toledo.
Na Unopar, as engenharias Elétrica, de Computação e Agronomia são alguns dos cursos que também registram crescimento. Segundo o vice-reitor e pró-reitor de Ensino Presencial, Hélio Navarro, os cursos de graduação das universidades devem analisar as tendências do mercado profissional. ''Potenciais de empregabilidade e as transformações pelas quais as diversas profissões estão passando, em virtude das mudanças econômicas e sociais provocadas pela globalização, também devem ser levadas em conta''.


