Enfim, Ouro Verde
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 07 de julho de 2017
Marian Trigueiros<br>Reportagem Local 

Cinco anos, quatro meses e 18 dias. Esse foi o tempo que a população de Londrina teve de esperar para presenciar o ressurgimento do Cine Teatro Universitário Ouro Verde, patrimônio histórico e uma das principais obras do arquiteto modernista João Batista Vilanova Artigas. Apesar das cicatrizes que ficaram após o fatídico incêndio que o destruiu em 12 de fevereiro de 2012, a alegria em ver o teatro imponente - mais uma vez - tomou conta da cidade e as lembranças daquele dia triste começam, aos poucos, a serem substituídas por apresentações artísticas. Dentre elas, o grande concerto deste sábado (8) e domingo (9) da Osuel (Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina), que volta à sua "casa".
Inaugurado originalmente em 24 de dezembro de 1952, no auge da cafeicultura no município, a solenidade de reinauguração ocorreu no último 30 de junho, quando houve homenagens aos pioneiros e representantes de entidades que contribuíram na reconstrução do teatro. Como era de se esperar, o fato de ter sido realizada apenas para convidados e o forte aparato com centenas de militares que impediram o acesso da população à entrada renderam manifestações do lado de fora e, também dos artistas que se apresentaram, contra medidas do Governo, principalmente à falta de profissionais no quadro de funcionários da UEL.
O teatro
Adquirido pela UEL em 1978 e tombado em 1999 pela Seec (Coordenação do Patrimônio Cultural da Secretaria de Estado da Cultura), o novo teatro possui 726 poltronas e o palco foi aumentado para aproximadamente 400 metros quadrados, que poderá abrigar apresentações de grandes companhias teatrais e musicais nacionais e internacionais. O investimento total de recursos públicos ficou em R$ 16,7 milhões.
Folha de Londrina
Ao longo de 65 anos de existência, o Ouro Verde foi palco de inúmeras apresentações artísticas que marcaram a história da cidade. Em todos esses anos, a Folha de Londrina sempre destacou em suas páginas a intensa movimentação cultural que deu vida ao teatro, inicialmente cinema. E, desde o incêndio, tem realizado uma ampla cobertura, acompanhando as investigações da tragédia a todo processo de reconstrução. Com a iminência da reabertura do teatro, a FOLHA realizou diversas ações como forma de homenagear sua história.
Este ano, uma série de reportagens especiais culminaram em um material exclusivo multimídia composto por uma ferramenta que possibilita visualizar o antes e depois de uma imagem do teatro; uma linha do tempo multimídia que vai desde a construção do teatro até a data do incêndio (também nas páginas internas), além de um vídeo gravado em 360 graus que propicia ao leitor uma experiência imersiva no novo teatro. Tudo isso nesse link http://www.folhadelondrina.com.br/cadernos-especiais/linha-do-tempo-981437.html. Seja bem-vindo de volta, Ouro Verde!
Cinco anos depois, a reinauguração
O teatro abriu as portas trazendo de volta à casa a Osuel, orquestra sinfônica da UEL. Entre as autoridades presentes, o governador Beto Richa




