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Energia vinda do sol

Nos últimos dois anos, número de instalações de placas fotovoltaicas cresceu quase sete vezes em Londrina

Lucas Catanho - Especial para a FOLHA
Lucas Catanho - Especial para a FOLHA

Cinco anos é o tempo médio para que o cliente pague o investimento feito nas placas fotovoltaicas com a economia na conta de luz
Cinco anos é o tempo médio para que o cliente pague o investimento feito nas placas fotovoltaicas com a economia na conta de luz | iStock
 



O uso de energia solar em residências e em prédios comerciais deu um grande salto nos últimos dois anos em Londrina. O volume de instalações do sistema cresceu quase sete vezes na cidade durante o período. Apesar disso, a participação dessa tecnologia entre o total de pontos de energia elétrica existentes ainda é ínfima. 


Segundo a Copel, 517 pontos de energia elétrica de Londrina têm atualmente instalado o sistema que utiliza a energia solar. Em outubro de 2017, havia 77. Ao todo, são mais de 245 mil ligações de energia atendidas. 




Empresas que instalam o sistema ouvidas pela FOLHA comemoram o aumento da demanda. Em uma delas, de janeiro a setembro o sistema foi vendido a 33 clientes – quase a mesma quantidade somando 2017 e 2018 – 35. 


Em outra empresa, a expectativa é de fechar 2019 com um crescimento de até 50% nas vendas e no número clientes em relação ao que foi registrado em 2018 - ano em que já haviam crescido 300% na comparação com 2017. 


O custo para implantar o sistema pode variar entre R$ 10 mil e R$ 100 mil, dependendo do perfil da residência. “Existem casas de alto padrão construídas de maneira sustentável, aproveitando melhor a ventilação cruzada, luz natural e outros detalhes que permitem que as casas consumam menos do que uma casa de menor padrão, ou seja, o sistema para a primeira casa é menor do que para a segunda”, explica Paulo Henrique Rosa, gerente executivo da Cidade Solar. 


Segundo ele, outro fator que explica a variação do investimento é se os equipamentos elétricos da casa são novos – mais eficientes que os antigos – e se possuem manutenção adequada. 


Para facilitar o acesso a essa tecnologia, há diversas linhas de financiamento disponíveis. “É possível fazer com que o valor da parcela fique muito próximo ao que se paga de energia. Com isso, troca-se um pelo outro”, explica Henrique Godoi dos Santos, proprietário da HB Solar. 


Segundo ele, a única manutenção necessária para o sistema é a limpeza dos painéis que captam a energia solar, serviço que pode ser feito por empresa especializada ou até mesmo pelo próprio cliente. 


Segundo os empresários do setor, cinco anos é o tempo médio para que o cliente que investiu em energia sola pague o investimento economizando com a conta de luz. 


NA TARIFA MÍNIMA  

O engenheiro de materiais Marcelo Candalaft Alcântara investiu R$ 36 mil para instalar o sistema de energia solar há seis meses na sua residência e conseguiu praticamente zerar a conta de energia elétrica, que chegava a R$ 1,4 mil por mês. Hoje, só paga a tarifa mínima, R$ 176. Ele projeta recuperar o investimento em três anos 


A motivação para aderir a essa tecnologia foi ecológica e econômica. “É uma energia limpa. Temos que pensar nos outros, na comunidade, no mundo sustentável.” 


Por outro lado, Alcântara considera absurdo o custo da energia elétrica no Brasil. “Um país que tem toda uma malha de rios, hidrelétricas, um potencial eólico e solar enorme não aproveitado por uma política errada e sem planejamento”, conclui. 


ISENÇÃO 

O governo do Paraná sancionou, em julho de 2018, uma lei que isenta a tributação de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) da produção excedente de energia solar injetada na rede de distribuição. 


O benefício vale para unidades com potência instalada de até 1 MW. Segundo a Copel, todos os usuários de Londrina se enquadram nesse patamar, ou seja, são isentos do imposto. Clientes na área urbana pagam 29% de ICMS sobre a tarifa de energia elétrica no Paraná. 




 

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