Naqueles difíceis mas esperançosos primeiros tempos na novíssima cidade aberta no Noroeste paranaense, o cotidiano era enfrentado com muita garra, até nos pequenos detalhes. A água que abastecia a maioria das casas de Umuarama - geralmente de madeira, avarandadas para quebrar o rigor do sol sempre forte e a temperatura alta - era retirada de poços com corda e balde. Somente os mais ricos tinham bombas nos poços.
Luz, só de lampiões a gás ou querosene. Quando, mais tarde, chegaram os geradores, foi um certo alívio: os motores, embora roncassem muito, funcionavam até à meia-noite. A energia elétrica só chegou por volta de 73.
A erosão, um dos maiores problemas do solo de arenito caiuá da região, chegou cedo. Transformou a paisagem, obrigando Umuarama ao eterno combate contra os efeitos do fenômeno. Em meados dos anos 60, já havia as grandes voçorocas. ‘‘Me lembro que uma vez uma criança morreu arrastada pela enxurrada num daqueles buracos’’, conta Dona Elza Bastos.

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