Ele faz o gesto de um violino, seguido de um violão, carro e avião. Depois, sugere na Língua Brasileira de Sinais (Libras): ''Viu como é fácil?''. Ainda que a linguagem dos sinais mude de um país para o outro, padre Wilson Czaia diz que não teve dificuldade em entender os colegas de diferentes nacionalidades que se reuniram em junho, em Roma, para o Primeiro Encontro dos Surdos com o Papa.
A viagem foi paga pela arquidiocese e o convite descoberto em meio à surpresa. Padre Ricardo estava navegando na Internet quando leu sobre o evento a ser realizado em Roma. Foi aí que se deparou com a foto de padre Wilson entre os convidados, em um momento em que nem o próprio sabia do evento.
Depois de uma primeira parada em Portugal, o destino final foi Roma, onde ficou por uma semana. A família e os amigos estavam preocupados e Padre Ricardo afirma ser o único que estava tranquilo com a ida de Wilson sozinho ao exterior. ''Ele não tem problemas de comunicação. Onde vai, as pessoas o entendem.''
Os primeiros dias em Roma foram um tanto frustantes, pois o grupo só via o Papa de longe. Por fim, chegava o momento do encontro. Na Praça de São Pedro, o grupo chegaria perto da santidade.®MDBO¯ ®MDNM¯Bento XVI®MDBO¯ ®MDNM¯vinha de carro e passaria ao lado de onde o grupo dos surdos o aguardava. Câmeras a postos, os intérpretes, que estavam do outro lado da rua, começaram a gritar, chamando à atenção do alemão. ''E nós acabamos fazendo fotos da nuca do Papa.'' (R.U.)

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