Empresas paranaenses lucram com Mercado de Carbono
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terça-feira, 24 de abril de 2012
Agência Estado 
Desenvolver a atividade econômica com respeito ao meio ambiente e aumento de receita. Esta é a realidade de 272 empresas no Brasil que investiram no Mercado de Crédito de Carbono desde a formação deste mercado, em 2005, com a ratificação do Protocolo de Kyoto por 55 países.
São iniciativas como a do suinocultor Nelson Guidoni, de Arapongas (Região Norte), que viu no mês passado sua conta bancária engordar em R$ 5 mil em razão da redução das emissões de metano, e da Pesqueiro Energia S/A, empresa formada por agricultores da região dos Campos Gerais que faturou R$ 14 milhões nos últimos sete anos.
De acordo com o professor do curso de Especialização em Mudanças Climáticas da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Carlos Roberto Sanquetta, o crescimento do Mercado de Carbono está intimamente ligado às obrigações assumidas pelos países ricos com a redução na emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE), responsáveis pela aceleração das mudanças climáticas registradas no planeta.
Como estes países formados, em sua maioria, pela União Europeia, mais Canadá e Japão ainda não foram capazes de reduzir as emissões em 5,2%, conforme determina o Protocolo de Kyoto, eles compensam o deficit comprando créditos de carbono junto a países em desenvolvimento que conseguiram reduzir suas próprias emissões.
Isso tem gerado muitas oportunidades de negócios para o Brasil, explica Sanquetta. Na maior parte, os projetos brasileiros de redução de emissões se baseiam na melhoria de aproveitamento de resíduos ou desenvolvimento de fontes de energia mais limpas.
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