Empresas investem forte na cidade
Na esteira do novo ciclo de crescimento industrial de Londrina, uma famosa marca genuinamente londrinense também investe com vigor no seu negócio: a fábrica de café freeze dry da Cia. Cacique de Café Solúvel deve começar a funcionar em Londrina a partir do segundo semestre do ano que vem. Neste tipo de tecnologia, a secagem do extrato de café é feita a frio - mantendo melhor as características do café.
Cerca de 43 funcionários devem trabalhar nesta unidade, segundo o presidente do Grupo Cacique, Sérgio Coimbra. ‘‘Com o pessoal de transporte, manutenção e logística, iremos gerar cerca de 100 empregos’’, calcula. A Cacique, instalada em Londrina há 32 anos, deve investir R$ 28 milhões no novo empreendimento. A previsão é produzir 2,1 mil toneladas anuais do novo tipo de café - o que representa 10% da atual produção de café solúvel spray dry. Apenas 5% da produção ficará no Brasil. A maior parte será exportada para Europa e Japão. O café solúvel feito pelo processo freeze dry é mais sofisticado e tem qualidade superior.
Com capacidade produtiva para processar 21 mil toneladas de café, a Cacique detém hoje 20% do mercado nacional de café solúvel. A unidade de freeze dry será instalar no mesmo terreno onde a companhia produz café solúvel pelo processo spray dry. O galpão industrial terá 3 mil metros quadrados.
TelecomunicaçõesO Globaltelecom, consórcio que vai explorar a Banda B de telefonia celular no Paraná e Santa Catarina e que escolheu Londrina como sede, investirá cerca de R$ 1,3 bilhão no projeto de implantação e operação de serviços em ambos os estados nos próximos dois anos. O consórcio criará 876 postos de trabalho, gerando mais de 1,3 mil empregos indiretos.
O Grupo Inepar faz parte do Globaltelecom. As outras empresas são a Cia. Suzano de Papel e Celulose, as japonesas DDI Corporation e Nissho Iwai e a americana Motorola. O grupo paranaense também participa da implantação do Teleporto de Londrina, um centro de excelência em telecomunicações, que será lançado em junho pelo governador Jaime Lerner.
O Globaltelecom e o Teleporto devem atrair empresas fornecedoras nacionais e estrangeiras de alto nível, transformando o Estado num pólo tecnológico que deve servir de referência para toda a América Latina. O presidente da Inepar, Atilano de Oms Sobrinho, afirmou no mês passado que, com a vinda do Globaltelecom para Londrina, o grupo fará esforços, com prefeitura e Estado, para que a Motorola construa uma fábrica para produzir equipamentos na cidade.
Beta-SulDaqui a dois meses a Metalúrgica Beta-Sul Indústria e Comércio deve começar a receber seus equipamentos - parte comprada no exterior. As obras estão dentro do cronograma estabelecido pela empresa. ‘‘Atualmente, estamos na fase de concretagem do piso’’, diz Ricardo Ramos, consultor da MGDK & Associados. A MGDK presta assessoria empresarial à Beta-Sul.
A fábrica, prevista para ser inaugurada em setembro, deve gerar inicialmente 800 empregos diretos e indiretos. ‘‘Numa segunda fase, no próximo ano, devemos gerar de 300 a 400 empregos diretos e indiretos ’, diz Ramos. Cerca de 750 pessoas estão sendo capacitadas no Senai, em cursos que terminam em julho. ‘‘Pretendemos aproveitar o maior número possível de trabalhadores que estão fazendo esses cursos’’, diz o consultor.
Outros 500 novos empregos devem ser gerados por satélites da Beta-Sul. ‘‘Muitas estrangeiras e nacionais devem se transferir para Londrina’’, prevê Ramos. A metalúrgica está construindo uma unidade com 38 mil metros quadrados na Cidade Industrial. (C.L.)

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