São Paulo - MSN. O que está por trás dessas três letras? Mesmo entre os usuários, poucos sabem que o MSN Messenger é uma marca de um Instant Messenger, ferramenta de comunicação instantânea criada no início da década de 1990 que possibilita que uma pessoa, conectada à internet, saiba quando outras pessoas, em qualquer parte da cidade ou do planeta, também se conectaram.
Novato entre os concorrentes, o MSN é hoje o Instant Messenger mais popular, emplacou ente os jovens e foi além. Muitas empresas o disponibilizam nos computadores dos funcionários, com o intuito de facilitar o fluxo de comunicação. ''Há comentários rápidos que só um Messenger resolve'', relata Fernand Althen, diretor de Branding, Planejamento e Pesquisa da FNAZCA. Althen explica que todas as 250 máquinas da agência têm o MSN ou outro messenger instalado. ''Usamos muito o MSN, o ICQ e o Ichat aqui.''
Assim como a Fnazca, muitas empresas instalaram o Messenger nos computadores dos funcionários. Mas, e ajeitar a balada da noite durante o expediente, pelo MSN, tem problemas? ''Alguns executivos de recursos humanos se queixam de que o MSN dispersa o funcionário. Mas, que mal há se ele faz o que deve ser feito? É errado namorar e relaxar ao mesmo tempo em que se trabalha?'', questiona Althen, o chefe dos sonhos.
O fato é que, na evolução do conceito de se ''bater papo'' pela internet, o MSN Messenger, no trabalho ou na balada, depois que passou a integrar o sistema operacional do Windows, ficando muito mais acessível a todos, abocanhou a concorrência dos demais messengers e ocupou um espaço que era antes de outras ferramentas e serviços.
Segundo Luiz Algarra, presidente da Nave.org, uma ONG de inclusão digital, ''a Microsoft, que detém o produto, fez do MSN a principal alternativa para os usuários''. Algarra diz que o MSN, assim como os seus concorrentes, garante um espaço de privacidade único, ''diferente até do e-mail''.
''Se na década de 70 a preocupação do pai era revistar a mochila do filho, atrás de um cigarro de maconha, hoje é buscar a senha do MSN'', analisa o presidente da ONG e pai, que garante não revistar a mochila nem vasculhar o computador de sua filha de 19 anos.(F.R./A.E.)

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