A iniciativa de promover a venda de um empreendimento imobiliário utilizando a arte pode ser um sinal de que o empresariado de Curitiba e do Paraná está começando a acordar para o marketing cultural. Esta é a opinião da curadora do projeto, a galerista Regina Casillo, proprietária do centro cultural Solar do Rosário. ‘‘A arte não pode mais ser vista somente com aquela visão antiga, baseada no âmbito filosófico, segundo o qual ela é aviltada quando colocada no mercado’’, diz Regina. ‘‘A arte tem que ser abordada como um produto cultural. Ela está aí para ser consumida’’.
Promotora de cursos sobre a união entre marketing e cultura, a galerista diz que as empresas só têm a ganhar quando investem em projetos artísticos. ‘‘A empresa fica com uma imagem muito positiva junto ao público e desfruta de um grande retorno de mídia. Além disso, em alguns casos, leis de incentivo à cultura como a municial de Curitiba ou as federais Rouanet e do Audiovisual podem fazer com que os gastos no patrocínio sejam deduzidos dos impostos da empresa’’, diz. ‘‘A velha imagem do mecenato tem que ser esquecida. Queremos é fazer uma troca que traga benefícios aos empresários’’.
No futuro, a arte deve receber mais interesse de potenciais patrocinadores do que o esporte, aposta a galerista. ‘‘A empresa ganha mais quando investe em arte, pois o esporte tem várias facções’’, conclui.

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