Empresas abraçam a cidadania
Investir na formação educacional para mudar o quadro social. Essa foi a intenção da Rondopar Chumbos e Derivados Ltda, que atua no ramo de fabricação de baterias automotivas, ao implantar o Instituto Bom Aluno de Londrina (Ibal), uma franquia social que nasceu em Curitiba em 1994. Aqui o projeto existe há quatro anos e atende 17 estudantes de famílias de baixa renda, desde a 5ªsérie até a faculdade ou pós-graduação. Além de não pagarem as mensalidades, os alunos ainda têm aulas complementares, recebem vale-transporte e auxílio alimentação.
Além da Rondopar e Tamarana Metais, do mesmo grupo, em 2001 duas outras empresas ingressaram no Ibal a Pepilon Indústria de Cosméticos e a Plaenge Construtora Ltda. Atualmente, o Ibal tem alunos no ensino fundamental e médio e na universidade. Há um padrão operacional comprovado, com apoio técnico garantido pelo Instituto Bom Aluno do Brasil, o que nos dá a certeza de realizar um bom trabalho com os mais talentosos, além de contribuir com a formação profissional e melhoria da condição social, afirma André.
Futura médica O sonho de fazer o curso de medicina está se transformando em realidade para Michele Alexandra Tavares de Lima, 25 anos, que é a mais nova integrante do Bom Aluno. Arrimo de família, Michele trabalhava como secretária durante o dia e estudava em casa à noite. Não precisou de cursinho para estar entre os primeiros colocados nos cursos de medicina da Universidade Estadual de Londrina e da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Ela optou pela UEL e está no 2º ano do curso.
Depois de enfrentar dois vestibulares, com êxito, ela se deparou com mais uma dificuldade. Desta vez maior do que as provas. Não tinha condições de fazer o curso em tempo integral porque precisava trabalhar, relatou. Sem condições de pagar os estudos, ela foi descoberta pelos idealizadores do Bom Aluno no ano passado. Normalmente, o programa seleciona alunos na 5ªsérie e banca os estudos até a conclusão de mestrado e doutorado. Se não fosse essa ajuda eu não teria condições de estudar, conta Michele.
Todo material que preciso, livros, alimentação, vale-transporte, estão sendo bancados pelo projeto. Estão me dando uma boa preparação profissional e acho que assim que estiver trabalhando na área vou fazer o mesmo: patrocinar alguém que precise estudar, afirma a estudante. Por iniciativa própria, ela decidiu fazer um trabalho, dentro do curso, sobre câncer de próstata com os funcionários da Rondopar.





