Várias idéias na cabeça e a vontade de mudar conceitos. Essas características motivam jovens empreendedores de Londrina a se agruparem para pensar na cidade como um todo. Criado há pouco mais de um mês, o Conselho de Jovens Empresários de Londrina (Conjove) tem o propósito de agregar jovens empreendedores com o intuito de capacitá-los para o mercado, unindo a classe empreendedora e preparando lideranças para cargos de representatividade.
  O Conjove já existe no Paraná há mais de 15 anos e reúne empresários e filhos de empresários. Em Londrina, pelo menos 30 empresários com idades que variam de 20 a 40 anos participam do conselho. O que eles têm em comum? A visão de empreendedorismo, explica o presidente da entidade Marcos Rogério Fertonani.
  Ligado à Associação Comercial e Industrial de Londrina
(Acil), o Conjove tem um berço de formação de novas lideranças nos mundos dos negócios e também na área política. ‘‘A gente sente que é o momento de abrir esse espaço e termos pessoas preparadas para assumir cargos de representatividade’’, afirma Fertonani, lembrando que o objetivo maior da entidade é o desenvolvimento de empresas e da cidade.
  Através da sucessão, eles esperam poder proporcinar essa infuência e definir também ações para a cidade. ‘‘A nossa região tem potencialidades e o Conjove vai ser um facilitador para transformar idéias em benefícios para a sociedade. Essa capilaridade de pessoas é um fator positivo’’. Aliado a isso, o conselho vai ser um formador de empreendedores oferecendo cursos de capacitação e parcerias com órgãos como o Sebrae.
  O advogado Luís Hasegawa, um dos idealizadores do Conjove, salienta que a toda associação é importante com a finalidade de melhorar a cidade. ‘‘Esse é nosso foco’’, diz. A idéia, acrescenta, é preparar pessoas para a iniciativa privada e também pública. ‘‘Há uma escassez de gente capacitada, porque está todo mundo centrado no seu próprio negócio, se aglutinando teremos mais poder e força’’,
  Bárbara Garcia Cid é outro exemplo. Com 17 anos ela já sabia que queria trabalhar na área de marketing. Hoje, com 21 anos e formada passou a trabalhar na empresa da família, a Collor Painéis, que tem filial em Curitiba. Com pouca idade mas muita maturidade, ela ocupa o cargo de diretora de marketing e se prepara para, futuramente, assumir a direção da empresa.
  Bárbara é uma das mais novas a integrar o Conselho de Jovens Empresários de Londrina. ‘‘É importante participar da entidade, em Londrina faltam lideranças jovens e a gente sabe que isso agrega valor para a cidade’’, comenta ela.
  ‘‘Estou fazendo o que sempre quis e a encarar as dificuldades de lidar com pessoas de segmentos diferentes’’, comenta ela que está traçando todas as ações de marketing da empresa, até então inexistentes. ‘‘É um desafio, mas tenho certeza que é com isso que vou trabalhar e me realizar profis-sionalmente’’, diz.

  Arrojo - Números do Sebrae apontam que a grande maioria dos jovens no País, que busca informações junto à instituição tem idade acima dos 18 anos e estão assumindo os negócios da família ou iniciando um empreendimento próprio. A analista de negócios do Sebrae em Londrina, Simone Millan Shavarski, destaca algumas características dos jovens.
  ‘‘O lado positivo é que eles são mais arrojados, mais dispostos a correr riscos’’, diz ela, acrescentando que outro fator positivo é que o jovem tem uma condição melhor para o aprendizado, são mais ágeis, mais receptivos para aprender coisas.
  Muitas dessas características, segundo ela, estão presentes também em pessoas com mais idade que procuram a instituição. ‘‘Aparece muita gente mais velha e disposta, querendo aprender e a mudar conceitos enquanto por outro lado, há também jovens menos flexíveis’’,
comentou.

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