Empresário prioriza mercado interno
PUBLICAÇÃO
domingo, 23 de dezembro de 2001
Agência Estado<br>De Brasília 
''Nós corremos o risco de repetir uma situação de anos anteriores. Toda vez que a economia cresce, os empresários deslocam os seus produtos para atender o mercado interno e reduzem o que iriam destinar à exportação'', afirmou Amaral. ''Existe um trabalho para convencer os empresários de que a exportação não pode ser uma atividade residual. Temos de estimular os investimentos com vistas à exportação'', completou.
O dilema do governo está na possibilidade de o crescimento da atividade econômica do País, projetado em 2,5% em 2002, provoque o deslocamento da produção para o mercado interno. Esse comportamento comprometeria a expectativa de saldo positivo na balança comercial de US$ 5 bilhões e, portanto, teria impacto negativo nas contas externas um indicador da vulnerabilidade da economia.
A principal preocupação de Amaral em 2002 está na estabilidade de regras que tenham interferência na capacidade do País de exportar. Mais especificamente, o ministro acredita que há necessidade de completar reformas que têm influência nas decisões de investidores e ainda de preservar as que já estão em vigor, mesmo com a mudança de governo em 2003. Para ele, a instabilidade somente contribuirá para que a exportação continue a ser uma atividade residual das empresas brasileiras.


