A nova legislação municipal criada para disciplinar o serviço dos estacionamentos Valet agradou também os prprietários destas empresas, que não tinham esta atividade regulamentada até então. Há três meses, Jairo Caetano, de 37 anos, abriu a empresa Stillos Park, que prestas serviços de Valet na região do Batel. Para ele, a nova legislação só prejudicará as empresas ''picaretas''. ''Quem faz as coisas direitinho não tem muito o que mudar'', afirma. Apesar de não ser regulamentado, este tipo de serviço também não era proibido, apenas carecia de regras para disciplinar sua atuação.
Hoje, a empresa de Caetano é legalmente responsável pelos carros que estaciona. O cupom emitido já funciona como nota fiscal e traz o seguintetexto estabelecido na lei: ''A empresa prestadora dos serviços de valet, assim como o estabelecimento, são solidariamente responsáveis por infrações de trânsito e/ou por quaisquer danos causados ao veículo e/ou a terceiros''.
Os locais onde os carros são guardados são devidamente segurados. Como o seguro do percurso do carro até o local estabelecido é mais caro, Jairo prefere pagar ''do próprio bolso'' por quaisquer danos que venham ocorrer durante o trajeto. No entanto, na sua opinião, para garantir a segurança dos seus negócios é preciso ter cautela na hora de contratar seus funcionários.
Sobre as reclamações dos clientes que já tiveram o carro batido ou multado ao usar este tipo de serviço, Caetano dá o braço a torcer. ''O cliente tem sempre razão''. Mas faz uma ressalva. ''Existe muita má fé de algumas pessoas que estacionam o carro em vários locais e depois não sabe quem bateu''.
No momento, as empresas de Valet aguardam que a prefeitura de Curitiba distribua a regulamentação destes serviços. A lei entrou em vigou no momento em que foi sancionada pelo prefeito, mas a regulamentação têm prazo de 90 dias para sair. (A.A.)

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