Empresa desenvolve projetos sustentáveis
O professor Eloy Casagrande e a mulher, Libia Patrícia Peralta, criaram em 2004 a DesignErê como uma empresa incubada no Hotel Tecnológico da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), na época o antigo Cefet. A proposta seria atuar com soluções práticas nas áreas de arquitetura e design sustentável com ênfase nas tecnologias sociais e ambientais. De lá para cá, a DesignErê realizou três projetos.
O primeiro deles foi doado para o Hospital Pequeno Cotolengo. Trata-se de uma casa que serve de lar para portadores de deficiências motoras e mentais. No projeto foram aplicadas várias tecnologias de eficiência energética, conforto térmico e tratamento de esgoto por zona de raízes, segundo Libia. ''Na construção empregou-se tijolo solocimento de produção local e princípios de iluminação e ventilação cruzada para deixar este lar o mais agradável possível aos seus ocupantes'', informa a designer.
Outro projeto foi desenvolvido numa área de preservação ambiental, em Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba. Na residência a empresa acrescentou outras tecnologias complementares como tubulações de cobre intralajes para aquecer o chão da vivenda e o uso extensivo da materias de demolição. Uma terceira obra projetada pela DesignErê, concluída em janeiro deste ano, foi a reforma de uma residência aplicando os critérios de sustentabilidade.
''Dentro dos projetos de design constam parcerias com universidades e empresas locais como a produção de móveis e acessórios a partir de resíduos madeireiros, pensando em integrar ao máximo esses conceitos de sustentabilidade nas casas. Temos também um projeto social para a geração de renda junto a catadores de lixo de Curitiba'', disse Libia, acrescentando que a DesignErê pretende investir na construção de habitações sustentáveis com objetivo de tornar-se uma referência nacional nesta área.
Ainda caberá à DesignErê certificar empresas que poderão utilizar o selo ecológico de produtos sustentáveis, o primeiro da América Latina. O selo, ainda em formação, é promovido pelo Instituto para o Desenvolvimento da Habitação Ecológica (Idhea) em parceria com o Instituto Falcão Bauer da Qualidade (IFBQ). O consumidor poderá avaliar exatamente o nível de sustentabilidade atingido por cada produto que ganhar o selo, considerando a matéria-prima, o processo produtivo, o uso e pós-uso e ainda os benefícios sociais do produto. (F.G.)
SAIBA MAIS
Materiais de construção mais ecológicos e que não prejudicam a saúde:
1) TIJOLO SOLOCIMENTO - Substituto de tijolos cerâmicos (que são queimados liberando CO2 na atmosfera e com pouco controle ambiental das olarias). É prensado com argila e até 10% de cimento, sem queima. Proporciona melhor conforto térmico. (Intijol: 3396-3884)
2) TELHAS ECOLÓGICAS ECOTOP - Produzida a partir de aparas de tubos de creme dental. Com material 100% reciclado, são constituídas de 25% de alumínio e 75% de plástico. (Engeplas: 3338-7790)
3) ONDULINE - Mais leve, a telha ondulada francesa é produzida com fibras vegetais impregnada em betume. (Engeplas: 3338-7790)
4) TINTAS ECOLÓGICAS - Produzidas à base de silicato de potássio, matéria-prima de origem mineral que não libera toxinas. (DesignErê: 3338-8302)
5) MADEIRA PLÁSTICA - Feita de plástico reciclado usado na produção de bancos de jardim, mesas e pisos. (In Brasil: 42 3522-1771)
Fonte: Eloy Casagrande





