Desde o início do ano letivo, os alunos de 1ª a 4ª séries do ensino fundamental de Apucarana participam do projeto ‘‘Ensino em Tempo Integral’’. O trabalho é realizado com a participação voluntária dos próprios professores, de estagiários em contratação temporária, funcionários e de pessoas da comunidade, que atuam como monitores. O prefeito Valter Pegorer (PFL) diz que está investindo na educação em tempo integral para tirar as crianças das ruas e prepará-las para o mercado de trabalho.
As aulas começam às 7h30 e os alunos deixam a escola às 17h30. A meta é manter os 12 mil estudantes das 35 escolas municipais, inclusive da zona rural, em atividades didáticas pela manhã e no chamado ‘‘contra-turno’’ à tarde, em práticas artísticas, esportivas, culturais e outras extra-curriculares.
O projeto foi implantado gradativamente e hoje, conforme o prefeito, apenas três escolas estão fora do ‘‘Escola em Tempo Integral’’. ‘‘Estamos construindo 40 salas de aula e reformando carteiras, mas em breve todas terão o projeto funcionando’’, ressalta.
Pegorer acrescenta a importância das aulas de empreendedorismo, inglês e espanhol, artesanato e lazer. Informática e natação devem ser implantados no segundo semestre. Ele destaca a participação de funcionários das várias secretarias municipais, como técnicos da Secretaria de Agricultura, que ministram as aulas de horticultura e jardinagem, e as atividades esportivas por funcionários da Secretaria de Esportes.
Segundo o prefeito, a comunidade foi consultada sobre as atividades extra-curriculares a serem adotadas e colaboram, cedendo salões paroquiais e sedes de associações de moradores. Pegorer argumenta que a economia obtida evitando obras desnecessárias reverte em equipamentos e materiais para os cursos. Ele lembra que projeto semelhante foi desenvolvido em grandes estruturas específicas, como os Centros de Atendimento Integral à Criança (Caic), mas a maioria fracassou.
Para o prefeito, o ‘‘Ensino em Tempo Integral’’ segue outro caminho porque é sustentado pela própria prefeitura e tem proposta mais sólida. ‘‘A lei exige investimento de 25% da receita da prefeitura em educação e nós passamos dos 30%’’.

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