Em São Paulo, prazo termina no ano de 2017
Maior controle do processo por parte do técnico responsável, aumento da produtividade, maior qualidade final do serviço, redução no número de acidentes de trabalho e melhores condições ergonômicas para o trabalhador, que também pode ser melhor remunerado.
Estas são as vantagens da adoção do uso de máquinas nas lavouras de cana citadas pelo professor de Mecanização Agrícola da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Universidade Estadual Paulista
(Unesp) de Botucatu, Paulo Roberto Arbex Silva. Para ele, a mecanização é um caminho sem volta.
Ele defende que as áreas não mecanizáveis ou com impedimento agrícola (como em solos rasos) sejam aproveitadas para outros tipos de cultivo, como reflorestamento e reserva de árvores nativas. Quanto ao impacto social causado pela mecanização, ele diz que a solução seriam a qualificação da mão de obra. O trabalho na cultura da cana é difícil e desgastante. Fica cada vez mais difícil para o produtor encontrar pessoas dispostas a desenvolvê-lo. Esta constatação é real, porém pouco divulgada, acarretando a falsa ideia que a mecanização está acabando com o trabalho no campo.
De acordo com Silva, as secretarias de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, junto com a União da Indústria da Cana-de-Açúcar firmaram em 2007 um protocolo que reduziu os prazos para a eliminação da queima da cana. O acordo define os anos de 2014 e 2017 para o término da queima para áreas mecanizáveis e não mecanizáveis, respectivamente. (S.L.)





