Em Maringá, Silvio Barros é reeleito com 57% dos votos
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domingo, 05 de outubro de 2008
Micaela Orikasa<br> Enviada a Maringá 
Maringá - Em primeiro turno e com uma vitória esmagadora sobre o segundo colocado, Silvio Magalhães Barros II, do Partido Progressista, comemorou ontem, durante a apuração dos votos, sua reeleição à prefeitura de Maringá, com 57,04% dos votos.
Os 104.820 votos a favor de Barros, do total de 194.581, marcou um momento histórico para o candidato, que se consagrou o primeiro prefeito a ser reeleito na história política da Cidade Canção.
A apuração, realizada no Ginásio Chico Neto, durou duas horas e meia e não teve grandes surpresas, já que nas pesquisas realizadas, Barros já disparava na frente do segundo colocado Enio José Verri, do PT, que somou 40.226 de votos, o que representa 21,89% dos votos válidos.
O terceiro lugar ficou com Wilson Luiz Quinteiro, do PSB, com 14.457, representando 7,87%. Já o candidato João Ivo Caleffi, do PMDB, obteve 6,86%, Manoel Batista da Silva Junior (PMN), 5,55%, Ana Pagamunici (PSTU), 0,65%, Claudemir Romancini, do PSOL, 0,14% e Rogério Mello (PTdoB), que teve a candidatura impuganada, não teve nenhum voto. Ao todo, foram 4.248 votos brancos e 6.574, nulos.
Diante do público de mais de mil pessoas presente no ginásio, Barros confessou que a vitória já era esperada, mas afirmou não ter planejado nenhuma campanha extraordinária para vencer em primeiro turno e promete, nos próximos quatro anos, materializar todos os alicerces já constituídos na primeira gestão. Os projetos já estão prontos, os recursos já viabilizados e agora, é hora de botar tudo isso em prática. Agradeço o povo pela demonstração de confiança, comemorou.
Já Enio Verri não compareceu em nenhum momento ao ginásio e preferiu acompanhar a apuração no próprio comitê. Maringá é o terceiro colégio eleitoral do Paraná, com 234.417 eleitores, divididos em 646 seções. Segundo o juiz José Sobrinho, da 137 ªZona Eleitoral, que julgou todos os casos de crimes eleitorais, as eleições em Maringá foram tranqüilas. Tivemos apenas três casos de boca-de-urna e duas violações da Lei Seca, mas todos foram multados como penas alternativas, o que foi possível solucioná-los no mesmo momento, afirmou.
Porém, um caso isolado, chamou a atenção. Um fiscal do PTB, que apoiava a candidatura a vereador de Odair Fogueteiro, teve o veículo apreendido em frente a uma escola. De acordo com o porta-voz da Polícia Militar, tenente Alexandro, o carro estava fazendo boca-de-urna em uma área de zona eleitoral.


