Esportistas de Curitiba de modalidades pouco conhecidas têm atingido resultados de repercussão nacional. Minoro Ikematsu conta que o time feminino adulto de gate ball da cidade já foi campeão brasileiro duas vezes. O time de punhobol do Concórdia foi tetracampeão brasileiro juvenil. O bom trabalho levou o técnico Jorge Schror ao comando da Seleção Brasileira juvenil que vai disputar o Mundial da Namíbia, no começo de 2009. Schror era o treinador do time que foi campeão no Mundial Juvenil de 2003.
Patrick Herdt, de 16 anos, treina no Concórdia e é batedor da Seleção Brasileira juvenil. A partir de março, ele vai receber o bolsa-atleta, no valor de R$ 1,5 mil. ''É um sonho conseguir viver do esporte. Mas sabemos que aqui, por mais que a gente goste de jogar, todos vão precisar ter outra profissão'', lamenta o jovem.
Ali Nabi Jezzini relata os feitos do hóquei curitibano e paranaense: o Paraná foi o terceiro colocado no Campeonato Brasileiro de seleções do ano passado, e o Curitiba Hockey Club obteve a mesma colocação no Brasileiro de clubes. ''Um atleta de Curitiba está na Seleção Brasileira'', afirma Jezzini.
Entretanto, é claro que nem todo mundo que pratica esportes menos conhecidos tem a pretensão de conseguir grandes feitos. O estudante Lucas Flores dos Santos, de 17 anos, diz que joga hóquei por prazer. ''Há 12 anos ando de patins. Há mais ou menos um ano e meio, minha mãe comprou material para fazer patinação e viu um folheto do Ali. Decidi praticar hóquei'', conta.
Anthony Pereira, de 17 anos, também se interessou por um esporte pouco conhecido: o badminton. ''É um esporte que exige muita agilidade. Ele pega um pouco de cada esporte. Você é acionado o tempo todo, chega a cansar mais do que o futebol'', opina o estudante, que gostaria que o badminton fosse mais conhecido. ''Houve uma divulgação maior no Pan-Americano (do Rio, no ano passado), quando o Brasil ganhou medalha. O pessoal viu o badminton na TV e muita gente procurou o esporte. Mas poucas pessoas ficaram''. (F.G.)

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