Em defesa de rita lee
O campo de atuação dos profissionais da área ainda inclui o diagnóstico da qualidade de vida de animais utilizados em experiências científicas e atividades de lazer - como rodeios, provas hípicas, zoológicos e circos.
Recentemente, um grupo de estudantes do Labea produziu o laudo técnico que comprovou a situação precária de cinco leões de um circo em Antonina. Os animais agora estão no zoo de Curitiba. ''Analisamos a intensidade e a duração do sofrimento, além da quantidade de indivíduos colocados nessa condição'', explica Carla Molento.
Amanhã, a professora estará em Barretos (SP), onde foi requisitada para uma tarefa que pouco tem a ver com seu trabalho de campo. Ela servirá de ''testemunha técnica'' de defesa da cantora Rita Lee, processada pelos organizadores da Festa do Peão - cuja edição deste ano começa na mesma noite. Como é notório, a artista, defensora dos animais, costuma aproveitar seu espaço nos meios de comunicação para protestar contra os rodeios.
''Não precisa ser da área para saber que aqueles animais são maltratados'', diz Carla. Para ela, não há sequer uma tradição cultural que justifique o uso de animais em rodeios. ''Se ainda estivéssemos falando do manejo gaúcho, tudo bem. Mas a festa de Barretos é totalmente americanizada. Além disso, a cultura é dinâmica, acompanha as mudanças da sociedade'', afirma.
A professora ainda cita uma pesquisa científica sobre o tema que realizou no Noroeste do Paraná. ''A maioria dos entrevistados, frequentadores desses eventos, têm plena consciência de que os animais sofrem. E não se importam tanto com o rodeio em si, e sim com a festa'', conclui. (O.G.)





