Em Curitiba, samba tem corte de verbas
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segunda-feira, 31 de janeiro de 2005
Katia Michelle Pires<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A verba repassada pela Fundação Cultural de Curitiba às escolas de samba sofreu um corte de 30% em relação ao ano passado. Este ano, as cinco escolas e sete blocos carnavalescos que vão desfilar na Avenida Cândido de Abreu vão dividir um montante de R$ 107 mil. O orçamento total do carnaval curitibano em 2005 será de R$ 300 mil, incluindo infra-estrutura, como instalação de arquibancadas, segurança e iluminação.
O evento terá duração de quatro dias, com bailes nas ruas da cidadania e dois dias de desfile das escolas e blocos. O presidente da Fundação Cultural, Paulino Viapiana, justificou o corte no custo do evento com a redução que todo o orçamento da fundação teve para o ano: ''O orçamento foi 'herdado' da gestão anterior.''
As escolas de samba que vão participar este ano são a Bom à Beça, uma escola de samba evangélica, Unidos de Pinhais, Academia da Realeza, Mocidade Azul e Embaixadores da Alegria, vencedora do Carnaval no ano passado. Os desfiles acontecem no sábado (5), precedidos dos desfiles dos blocos convidados Afoxé e Rancho das Flores. No domingo (6), desfilam os blocos carnavalescos Cidade Sorriso, Unidos de Pinhais, Internautas, Bom à Beça, Folias da Corte, Filhos do Rei e Os da Vila.
Rei Momo - O taxista curitibano Emilson Taborda, conhecido como Jipão, foi eleito, na última quarta-feira, o Rei Momo do Carnaval de Curitiba 2005. Ele derrotou o adversário Renato Borges de Souza e elegeu-se pela sétima vez consecutiva. Aos 47 anos e 147 quilos, ele já é figura folclórica da cidade. Ex-jogador de futebol profissional, o Rei Momo trabalha como motorista de táxi há 28 anos, com ponto na Praça Tiradentes, no centro da Capital.
O taxista trabalha mais de 12 horas por dia, começando a dirigir no final da tarde e só parando na manhã seguinte, mas garante que sobra tempo para encarar o Carnaval curitibano. ''Eu gosto muito. É algo que faço com prazer''.


