Em Curitiba mercado cresceu 34%
PUBLICAÇÃO
sábado, 07 de agosto de 2010
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba O mercado imobiliário cresce a números vertiginosos. Só em Curitiba, no período de janeiro a maio deste ano foram 9.739 novas unidades habitacionais o que significa um crescimento de 34% em relação ao mesmo período do ano passado. Foram construídos 1,202 milhão de metros quadrados ou 12% a mais que nos cinco primeiros meses de 2009. O número de lançamentos de apartamentos também cresceu 25%.
E esse cenário da Capital é repetido na mesma proporção no restante do Estado, segundo o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Paraná (Sinduscon-PR). De acordo com o presidente do órgão, Hamilton Franck, o crescimento é reflexo dos juros mais baixos que hoje estão no patamar de 5,5% a 10% ao ano, do alogamento dos prazos de financiamento que chegam a até 30 anos, da segurança maior de que o emprego não está ameaçado e do aumento da renda.
De acordo com ele, a maior procura hoje é por imóveis de até R$ 150 mil, especialmente, de apartamentos novos de dois a três quartos. Para ele, apesar do boom do mercado imobiliário, a oferta está compatível com a demanda. Antes de dar início à execução dos projetos, as empresas do setor costumam fazer pesquisa de mercado para verificar o local mais adequado para construção e o perfil do empreendimento.
Franck disse que o segmento vem no mesmo ritmo do período pré-crise financeira. A previsão é que ocorra mais quatro anos de crescimento no setor, seguido de um período de estabilidade. Ele lembrou que, a partir de 2006, o mercado imobiliário entrou em uma curva ascendente. Segundo ele, outros fatores também influenciaram a expansão do setor como a entrada dos bancos privados no crédito imobiliário e a redução dos juros que chegavam a 18% no final de década de 80.
Com o boom que vive o setor, o número de empregos também teve crescimento. No Estado foram criadas 14.175 novas vagas de janeiro a maio deste ano e, em Curitiba, foram 8.537 postos de trabalho no mesmo período. São empregos de todo o tipo, desde engenheiro até ajudante de pedreiro, disse.
Os menores salários são dos ajudantes de pedreiro, de R$ 653 mais R$ 140 de vale mercado. Os pedreiros ganham cerca de R$ 1 mil, mas muitos conseguem receber de duas a três vezes o piso. Já os engenheiros têm salários que variam de R$ 4 mil a R$ 15 mil.
Atualmente, Curitiba e Região Metropolitana contam com cerca de mil construtoras formais, sendo metade delas associadas ao Sinduscon-PR. O setor ainda tem muita informalidade. No Brasil, 50% da mão de obra é informal, no Paraná o índice cai para 42% e, na Região Metropolitana de Curitiba, é de 35%.
O técnico em edificações Juliano Maldonado começou como almoxarife no controle de estoques na Construtora LN há mais de dois anos, mas há seis meses foi promovido. O setor oferece oportunidade de trabalho em várias áreas. Uma obra não é feita só de engenheiro, tem a parte administrativa, disse.
O corretor da Imobiliária Lopes, Luis Henrique Budolla, conseguiu trabalho recentemente no setor. Ele resolveu ingressar no segmento há dois meses porque acredita no crescimento da área. O mercado traz a oportunidade de se ganhar muito dinheiro, disse.
Usados
De acordo com um levantamento realizado pelo Sindicato da Habitação do Paraná, hoje há 13.514 imóveis residenciais usados para venda em Curitiba, 2.050 em Londrina, 906 em Cascavel, 487 em Foz do Iguaçu, 1.364 em Maringá e 1.362 em Ponta Grossa. O preço médio do metro quadrado dos imóveis residenciais usados para venda em Curitiba é de R$ 1.875,17, em Cascavel de R$ 1.383,52, em Londrina de R$ 1.306,03, em Maringá de R$ 1.516,49 e, em Ponta Grossa, de R$ 1.136,46.##


