Curitiba - O bom momento do mercado imobiliário, marcado pela valorização de preços e pelo aumento na demanda por imóveis começa a aquecer também a oferta e vendas de imóveis de luxo em Curitiba. Hoje, o setor representa apenas 3% do mercado de imóveis da Capital, mas a expectativa é que o segmento acompanhe a tendência geral de crescimento.
Dados da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR), mostram que trata-se de um mercado ainda tímido. Em Curitiba, são 19 edifícios de luxo, que correspondem a 8% do total de empreendimentos na cidade. No primeiro semestre deste ano, foram lançados 538 apartamentos desse tipo na capital, o equivalente a 3% do total de empreendimentos lançados.
Segundo o presidente da Ademi, Gustavo Sellig, diretor-presidente da Héstia Construções e Empreendimentos, é um segmento em crescimento. ‘‘O mercado de luxo em Curitiba está em alta pela falta de lançamentos que houve nos últimos dois anos’’, diz, explicando que existe demanda por esse tipo de imóvel, mas a sua velocidade de venda é menor do que a média de mercado em função do altos preços.
‘‘O momento é excelente, o empresariado está confiante, sabe que pode fazer um ‘upgrade’ em seu modo de vida, adquirindo um imóvel de luxo’’, avalia João Carlos Perussolo, presidente da Construtora San Remo, há 30 anos no mercado e única a atuar exclusivamente no segmento de alto luxo em Curitiba. Perussolo explica que a totalidade dos compradores desse segmento é de empresários, que já tem um imóvel, mas buscam fazer um ‘upgrade’ na moradia.
‘‘Evidentemente que é uma fatia pequena de compradores. É um cliente totalmente elitizado, que tem como característica consumir produtos de luxo. Mas como todo produto de luxo, é consumido quando a economia está aquecida e as pessoas têm o seu poder aquisitivo melhorado’’, diz.
A Thá Construtora também se prepara para lançar no próximo ano um edifício não exatamente de luxo, mas de alto padrão e com maior metragem. De acordo com o gerente de produtos da Thá, Valdecir Scharnoski, em função da crise no setor, num primeiro momento, e da demanda por unidades mais populares nos últimos anos, a empresa, que sempre atuou no ramo de alto padrão, deixou esse segmento de lado e voltou-se para o nicho de imóveis mais econômicos, de até 95 metros quadrados.
O resultado é que hoje a Thá não tem nenhum empreendimento de alto padrão em andamento na Capital. O lançamento de um imóvel de metragem superior, para o próximo ano, ainda depende de a empresa encontrar um terreno adequado a essas exigências, ou seja, grande e bem localizado.

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