No primeiro trimestre desse ano, a Secretaria de Obras e Pavimentação da Prefeitura de Londrina já aprovou mais de 480 projetos para construção de residências unifamiliares e 72 projetos de edifícios residenciais no município. Além disso, dados da secretaria, passados pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Paraná (Sinduscon), também indicam que de janeiro a março deste ano, 624 projetos residenciais e comerciais já foram concluídos e receberam visto da Prefeitura. Os números fechados em 2012 mostram a aprovação de obras para 2,6 mil residências - 1.116 unidades residenciais de até 80 metros quadrados e 1.507 construções acima dessa metragem. O número de projetos de edifícios aprovados também foi alto: 1.360 empreendimentos.

Segundo avaliação do presidente do Sinduscon do Norte do Paraná, Gerson Guariente, mesmo com a atual situação econômica do país, que colocou muitos investimentos imobiliários sob cautela, a cidade continua com bons resultados na venda de lançamentos imobiliários. Esse equilíbrio, segundo ele, deve-se ao fato de as empresas instaladas no município terem passado por um "amadurecimento". "As empresas daqui têm décadas de tradição, e por isso fazem um monitoramento constante do mercado, principalmente relacionado às vendas, para saber o que o mercado vai absorver. Então, quando o lançamento é feito, ele alcança um bom resultado nas negociações", explica.

Após o boom imobiliário, que atingiu o auge entre 2008 e 2011, houve uma leve queda no número de lançamentos de empreendimentos. Mesmo assim, o setor não registra reclamações por parte das principais construtoras em relação à venda dessas unidades residenciais ou comerciais aqui na cidade. "Após esse período houve uma queda na velocidade do fechamento de negócios, mas houve uma adaptação do mercado e das empresas, então esse fluxo se manteve constante. Podemos afirmar que a oferta sempre esteve compatível com a demanda e as empresas puderam manter o nível e o preço dos produtos".

Na avaliação do presidente do Sinduscon, se houvesse mais oferta do que procura no mercado imobiliário londrinense a primeira constatação que se faria era a de queda nos preço dos imóveis. "Tem a questão do valor, que ficaria menor, mas por outro lado, o imóvel, que é um artigo importante de investimento, também ficaria desvalorizado, então o comprador não iria ganhar com isso", salienta.

Nos últimos meses o mercado imobiliário começou a acelerar novamente, conforme avaliação de Guariente. "Agora percebemos que as empresas começaram a ter lançamentos mais frequentes. Com a curva da inflação finalmente entrando em regressão, isto deve começar a acelerar o fluxo das vendas", aposta.

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