A história da paróquia Santo Antônio, de Cambé, remete ao longínquo ano de 1934, quando a cidade ainda se chamava Nova Dantzig e era uma vila de Londrina, que, por sua vez, não passava de uma paróquia, pertencendo à diocese de Jacarezinho.
Conforme relata o livro do historiador José Garcia Gonzales Neto - ''Breve história da paróquia Santo Antônio de Cambé'' - foi naquele ano que a população católica da cidade ergueu a sua primeira capela. Apenas três anos depois, a igrejinha ganhou uma ampliação.
Em 1942, o então bispo de Jacarezinho, Dom Ernesto de Paula, criou a Paróquia da cidade sob o patrocínio de Santo Antônio de Pádua. Em 1950, estava pronta a igreja matriz. O crescimento da paróquia de Cambé deu-se no ritmo da expansão cafeeira da região e do próprio crescimento da cidade, que em 1947 já era um município.
E foi justamente a igreja matriz de Cambé que a reportagem da FOLHA visitou para uma breve análise de suas artes. Assim como outras igrejas norte- paranaenses, ela tem o estilo basilical, com colunas e arcos em seu interior. O número de colunas, 12, remete aos apóstolos de Cristo.
No centro do teto, uma pintura do artista curitibano Laerte Rodrigues, inspirada na obra do russo Rubliov, retrata a visita que Abraão recebeu de três homens, descrita no Antigo Testamento Bíblico. ''Esses homens são interpretados como anjos. Foi depois dessa visita que Sara, a esposa já idosa de Abraão, engravidou. Essa pintura é muito eucarística, pois eles estão ceando e a mesa também tem o formato de cálice'', explica Sergio Ceron.
Na parede principal da igreja há uma pintura da ceia de Cristo com os discípulos de Emaús e a história da salvação está nos vitrais superiores. A crítica do artista sacro à igreja fica por conta do excesso de enfeites. ''Isso é comum na cultura de devocionismo brasileira, mas tira a atenção da parte mais importante e central que é o altar'', finaliza Ceron.(W.S.)

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