A Engenharia Civil desenvolve inúmeras técnicas para diminuir a geração de resíduos em seu processo produtivo. Além do benefício ao meio ambiente e o reflexo na economia do uso dos recursos naturais, iniciativas sustentáveis rendem diferenciais competitivos às empresas, inclusive com certificação.
Um deles é o selo Leadership in Energy and Environmental Design (Leed) - mais conhecido como selo verde de construção -, da entidade americana Green Building Council (GBC). Londrina já possui, atualmente, dois projetos que estão em processo bem adiantado de registro.
''A certificação é concedida às construções que atendem requisitos em sete categorias para a construção sustentável. Londrina é uma cidade que começa a se destacar neste mercado preocupado com o meio ambiente. São empreendimentos que em nada devem aos da mesma tipologia Brasil afora'', destaca o engenheiro Marcos Casado, gerente técnico da GBC no Brasil.
Tão importante quanto a certificação, outro aspecto positivo segundo o técnico, é a economia financeira futura. ''Uma obra certificada tem um custo maior de 1% a 7% com relação a uma convencional. Porém, a redução operacional chega, em média, a 9%, incluindo 30% de economia do consumo de energia e 50% de água.''
A fim de aprimorar tais iniciativas, as autoridades públicas têm buscado soluções legais. Desde 2010, resolução do Conselho Municipal do Meio Ambiente (Consemma) prevê que as construções a partir de 200 metros tenham sistema de captação da água da chuva.
Todo este movimento local colocou o Paraná na terceira posição do Páis com mais pedidos de certificação verde, com 23 pedidos. (M.T.)

Imagem ilustrativa da imagem Em busca do selo verde
mockup