Em busca do equilíbrio
A coleta seletiva é, sem dúvida, o meio mais eficiente para que, não apenas o PET, mas todos os materiais recicláveis possam ter seus índices de reciclagem melhorados. Por isso, levar informação para conscientizar a população quanto ao correto descarte das embalagens usadas, é um trabalho contínuo da própria indústria que toma como medidas a publicação de manuais de reciclagem, folhetos explicativos e realiza seminários e palestras sobre o tema nas diversas comunidades onde atua ou tem seus parques fabris. Atividade compensadora não apenas pela geração de empregos em diversos níveis, de executivos a catadores, a reciclagem é alternativa para equilíbrio do meio ambiente, enfatiza a ABIPET - Associação Brasileira da Indústria do PET, que, fundada em 1995, congrega os fabricantes da resina, fabricantes de embalagens e os recicladores das embalagens pós-consumo. Segundo últimas apurações da entidade, em 2004, o meio ambiente deixou de receber o impacto de 173 mil toneladas de PET, que foram recicladas.
A ABIPET, que representam 90% da indústria brasileira do setor, também divulgou recentemente os dados atualizados deste mercado e constatou um crescimento significativo no setor de reciclagem: 48% das embalagens de PET produzidas em 2004 foram recicladas. Comparado com outros países, o Brasil está muito bem situado, com índice superior ao dos EUA e da Europa, e similar ao do Japão, levando-se em conta que nestes lugares o trabalho de reciclagem - seja por motivos ambientais, seja por razões econômicas - acontece há muito mais tempo.
Os pioneiros da reciclagem de PET começaram a produzir, há cerca de dez anos, cordas, vassouras industrializadas e fibras de poliéster para a indústria têxtil. A qualidade desses produtos fez com que a reciclagem de PET recebesse investimentos de novas indústrias, elevando a capacidade de processamento. Com o aumento da oferta, outros setores descobriram o material e atualmente já falta PET reciclado para atender a demanda.





