A idéia é tentadora: sentar-se confortavelmente em uma cadeira especial e em apenas 15 ou 20 minutos receber leves toques no pescoço e nos ombros, sentindo o alívio do desconforto e das dores provocadas pelas tensões musculares. Em Curitiba, um grupo cada vez maior de pessoas tem experimentado essa sensação, mesmo durante o corre-corre diário. Afinal, a aplicação da ‘‘quick massage’’ (massagem rápida), garantem os profissionais da área, pode ser feita em qualquer lugar, até mesmo em shoppings centers, os conhecidos ‘‘templos do consumo’’ que, a princípio, não são os locais mais adequados para quem busca relaxamento.
  ‘‘Quando nos instalamos, as pessoas ficavam olhando, desconfiadas. Hoje a procura é muito grande. Aqueles que já são clientes costumam dizer que as lojas são pequenos oásis’’, afirma a empresária e massoterapeuta Tereza Zanchi, que descobriu a técnica há cerca de 20 anos. ‘‘Antes, só trabalhava com o shiatsu’’, diz ela, referindo-se a outra modalidade da massoterapia. Em 2003, Tereza inaugurou no Centro um espaço para relaxamento e, atualmente, mantém três unidades e um quiosque exclusivo para massagem rápida em outros shoppings da cidade.
  Criada em Nova York pelos japoneses – que viram na correria do maior centro comercial e financeiro do mundo uma grande oportunidade –, a ‘‘quick massage’’ utiliza técnicas desenvolvidas a partir de outras massagens orientais, o shiatsu e a tuiná, e é aplicada com a pessoa instalada em uma cadeira especial. O massoterapeuta ou fisioterapeuta - a técnica pode ser realizada por profissionais das duas áreas - faz pressões no pescoço, nos ombros e nas costas do paciente usando os dedos, cotovelos e as palmas das mãos. ‘‘É uma delícia. Fiz umas duas sessões e gostei muito’’, afirma Sueli Welupek, 46 anos, que desde julho tem recorrido ao Ambulatório Solidário do Curso Técnico em Massoterapia do Colégio Brasileiro de Estudos Sistêmicos (CBES).
  Indicada para reduzir o estresse, prevenir desconfortos musculares, combater a dor, o cansaço e o desânimo, a ‘‘quick massage’’ tem atraído multidões também pelo fato de dispensar o uso de roupas especiais ou óleos, e ter um custo relativamente baixo. Os preços das sessões variam de R$ 15,00 a R$ 30,00. Uma sessão de massagem ‘‘convencional’’ pode custar mais que o dobro - em torno de R$ 80,00. Entretanto, a massagem rápida não deve ser o único tratamento de quem sofre de dores crônicas, por exemplo.
  ‘‘Ela proporciona alívio imediato e também equilíbrio, ao fazer o alinhamento breve da coluna, mas não é adequada para quem precisa dar seqüência ao tratamento’’, alerta a massoterapeuta Sandra Santos. Na clínica do Alto da XV onde atende seus pacientes, ela indica, após uma avaliação detalhada, sessões de massoterapia que podem ter até uma hora de duração. ‘‘Depende muito do caso e da pessoa. Há situações em que indicamos dez sessões para um tratamento mais profundo’’, acrescenta.
  Apesar dos muitos benefícios, os especialistas lembram que nem todo mundo pode se submeter à massagem rápida. A técnica não é indicada para quem sofre de cardiopatias graves, hipertensão arterial, hipotensão (pressão baixa) e para grávidas a partir do terceiro mês de gestação. Antes de ‘‘se entregar’’ ao relaxamento, é aconselhável verificar se quem está oferecendo o serviço está mesmo apto a fazê-lo. O profissional especializado em massoterapia deve ter freqüentado, no mínimo, 1.200 horas de aulas teóricas e práticas.

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