Diversificar a matriz econômica de Londrina, com maior captação de indústrias, é a meta que a gestão do prefeito Alexandre Kireeff (PSD) tenta cumprir a curto prazo para ampliar o mercado de trabalho com mão de obra qualificada no município. Em entrevista exclusiva à FOLHA, Kireeff diz já ter em mãos o diagnóstico que justifica a tomada de iniciativas mais céleres quanto ao processo de industrialização do município, dono do 45º maior Produto Interno Bruto (PIB) do País (R$ 12,826 bilhões) e de um orçamento anual bilionário (R$ 1,4 bilhão).
Segundo o prefeito, pesquisa recente encomendada pela prefeitura com o setor industrial da cidade mostrou que 61% dos empresários ouvidos disseram ter dificuldades em contratar mão de obra qualificada. Um levantamento interno também apontou que de 2001 a 2012 a participação da indústria na matriz econômica de Londrina caiu de 25% para 18%, abaixo da média nacional.
"Uma percepção não mensurada que temos quando confrontamos a manifestação tanto da mão de obra qualificada quanto do empregador é que falta um mercado de trabalho mais robusto para essa mão de obra, e que a ausência desse mercado faz com que essa mão de obra qualificada saia de Londrina. Isso acaba agravando o quadro de falta de profissionais para um mercado que já é restrito. Ou seja, nós vivemos hoje um círculo vicioso, tanto da oferta de vagas quanto da permanência dessa mão de obra qualificada aqui no município", afirma o prefeito. Ele defende a mudança no perfil econômico do município, que ainda tem na prestação de serviços, especialmente da área médica, a atividade com maior concentração produtiva. "Temos que gerar um círculo virtuoso. Mudando o perfil econômico do município você cria um mercado de trabalho mais amplo, mais robusto e por sua vez vai garantir a permanência dessa mão de obra no município porque ela passa a tem mais oferta, mais possibilidades", prossegue.
Kireeff cita a criação dos polos industriais na região noroeste da cidade e na zona sul como algumas das ações concretas da administração municipal para acelerar o desenvolvimento econômico. Em tramitação na Câmara, a instalação do polo noroeste prevê a criação de 280 lotes industriais em uma área de 1.200 metros quadrados que pertence à Cohab. O da zona sul será criado em uma área de mais de 100 alqueires que a Prefeitura decretou de utilidade pública. "Mudamos o Marco Regulatório, aprovamos o Plano Diretor, criando o zoneamento industrial, que já estava exaurido e foi bem ampliado. Com o plano também aprovamos algumas leis que possibilitam a instalação de indústrias às margens de rodovias, o que era proibido, nivelando o grau de exigências aos níveis de outras cidades do interior de São Paulo e do Paraná", pontua. Kireeff também mencionou a pavimentação asfáltica ligando a Avenida Saul Elkind (zona norte) ao contorno de Ibiporã (zona leste) e a duplicação da Rua Angelina Ricci Vezozzo (zona norte), atendendo a uma demanda do Parque das Indústrias Leves (zona leste), como outras intervenções estruturais importantes realizadas pelo município.

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