O gerente geral da importadora panamenha Pensa, Mariano Gutiérrez, veio pela primeira vez à Movelpar em busca de produtos para a classe média. São 40 funcionários empregados na compra de produtos de países estrangeiros e na distribuição interna, conta. Ele representa uma empresa que há 43 anos vende produtos da linha branca e eletrônicos, mas que há apenas 14 passou a trabalhar com móveis. Justamente desde quando foi convidado para o primeiro evento do tipo no Brasil, a feira de Bento Gonçalves (RS).
Em Arapongas, Gutiérrez diz que encontrou um evento menor do que os que está acostumado, mas com boa representação comercial. Tanto que, dos distribuidores com quem negociou, seis já são representantes da Pensa. ‘‘É mais fácil negociar com empresas brasileiras. Fiquei quatro anos comprando apenas da China, mas há três anos o Brasil voltou a ser competitivo’’, conta.
Depois da ofensiva chinesa no mercado de móveis, ele lembra que foi preciso deixar o mercado brasileiro. ‘‘Comércio é isso. Quando por algum motivo a empresa não te supre, você procura outra.’’
Para o importador, a Movelpar ainda carece de mais opções de móveis de madeira maciça, que não são a especialidade da região, e de estofados. Mesmo assim, ele afirma que veio com a mente aberta e que, sempre que encontra itens de qualidade e com preço adequado, aproveita. ‘‘É o produto que determina meu orçamento, sempre dentro de uma qualidade média, nem alta, nem baixa’’, explica. ‘‘Quando o móvel é de primeira, mas o preço é alto, não serve para nada.’’

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