Em busca de alternativas
Para a ambientalista Laura Jesus de Moura, é preciso estimular meios de transporte que preservem o meio ambiente e também tragam saúde às pessoas. ''Andar a pé é um bom exemplo'', sugere. Outra saída, apontada pela coordenadora do Núcleo de Psicologia do Trânsito da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Iara Thielen, é a bicicleta. Foi para estabelecer uma cultura do uso da bicicleta como meio de transporte que a UFPR elaborou o Projeto Ciclovida, em 2003. A idéia veio após a organização do primeiro dia sem carro de Curitiba.
Segundo dados do projeto, estão disponíveis em Curitiba 119 quilômetros de ciclovias. Mas como são voltadas para o lazer, não fazem ligação direta entre o centro da cidade e os bairros. A partir da verificação, os integrantes discutiram uma nova infra-estrutura cicloviária e uma forma de desmistificar a visão de bicicleta relacionada apenas ao lazer ou, quando usada para ir ao trabalho, por exemplo, ligada à baixa renda. A opção pela bicicleta serviria, portanto, para evitar problemas como a obesidade e diminuir o sedentarismo quanto para reduzir gastos.
''Hoje só se investe em abertura de ruas, em mudanças viárias. Ou seja, só se pensa nos carros. É preciso mudar esse pensamento, traçar novas políticas'', sugere Iara. ''Essa mudança refletiria em uma melhor qualidade de vida'', acredita Laura Jesus de Moura. (M.M.)





